Catálogo do Leilão



001A POST, Franz
Mauritiopolis. Gravura aquarelada, 40 x 100 cm. Assinada e datada na chapa:
F. Post / 1645. Com as indicações de lugares e regiões de Recife à época.

001B Mavritiopolis / Reciffa et circum / Iacentia / castra. Planta-baixa de Mauriciópolis, atual cidade de Recife e regiões circunvizinhas com a indicação de rios, paludes (pântanos), pontes, etc. e anotação das fortalezas; 39 x 32,5 cm. Holanda, séc. XVII.

002 STARACE, Júlio (Séc. XIX-XX)
Cabeça de Cristo. Escultura de mármore branco, sobre base de mármore preto rajado medindo 25 x 31 cm.; 36 cm de altura total. Assinado duas vezes no mármore branco: J Starace.

Italiano de nascimento, radicou-se em São Paulo onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes em 1916.

003 Cálice de prata brasileira lisa, com fuste piriforme; taça com barrado externo junto a boca e internamente vermeil; boca com 7 cm de diâmetro e 21,5 cm de altura. Brasil, séc. XX.

004 Tapete tribal pequeno Afshar, 0,83 x 0,50 m ou 0,42 m2. Séc. XIX.

005 NOÊMIA Mourão (1912-1992)
Composição com instrumentos musicais. Desenho a lápis preto, tinta e aquarela, 45 x 31 cm. Assinado embaixo à direita, junto à harpa: Noêmia.

006 Prato raso de porcelana Cia.-das-Índias, decorado no centro  com as armas dos Hodgson de Cumberland, aba facetada com 24 cm de diâmetro. China, séc. XVIII

Reproduzido no livro Chinese Armorial Porcelain de David Howard, à pg. 721.

007 JANSSONIUS, Joannes (1588-1664)
Acuratissima Brasiliae Tabula. Gravura de mapa do Brasil, 38 x 49 cm.  Um dos mais conhecidos e exatos mapas da época, assinala as capitanias ao longo do litoral, mostra cenas indígenas, canibalismo e inserções de Olinda e da Bahia.

Reproduzido no livro Mapa, de Isa Adonias, a pg. 63, prancha 21.

008 Paliteiro de prata do Porto fundida e recortada representando um carneiro sobre base circular de 9 cm de diâmetro apoiada em quatro pés; 9 cm de altura. Portugal, séc. XIX-XX.

009 GOTUZZO, Leopoldo (1887-1983)
Marinha. Óleo sobre tela colada em madeira, 24 x 32 cm. Assinado e datado e situado embaixo à esquerda: L. Gotuzzo / 1932 / Rio. E no reverso dedicatória.

010 Escultura de prata fundida de Lisboa representado passarinhos assentados em tronco; 9 cm de altura. Portugal séc. XIX-XX.

011 Paliteiro de prata do Porto fundida, representando pavão sobre base de seção circular decorada com elementos barrocos; 13 cm de altura. Portugal, séc. XIX-XX.

012 Tapete caucasiano Kilim Verne, 1,40 x 1,04 m ou 1,46 m2. Séc. XIX.

013 SANTIAGO, Manoel Assumpção (1895-1987)
Praia com veleiros ao fundo. Óleo sobre placa, 22,5 x 29 cm. Assinado embaixo à esquerda: Manoel Santiago.

014 Legumeira de porcelana de Limoges, de um dos serviços do Palácio do Itamarati, decorado com elementos em relevo e as armas da República; seção oval com boca medindo 17 x 22,5 cm; 14 cm de altura. França, séc. XIX/XX.

Reproduzido no livro O Brasil e a Cerâmica Antiga, à pg. 625.

015 Salva de prata brasileira decorada com flores buriladas e aba fundida vazada, sobre três garras; 34,5 cm de diâmetro. Brasil, séc. XX.

016 BURLE-MARX, Roberto (1909-1994)
Composição. Técnica mista sobre papel, 31,5 x 22 cm. Assinado e datado embaixo à direita: R. Burle-Marx 1969.

017 Caixa para charutos, de prata brasileira 833, decorada na tampa com estrias; 8 x 14 x 4 cm. Brasil, séc. XX.

018 DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976)
Mascarados. Desenho a lápis preto, 49 x 37 cm. Assinado embaixo à direita:
E. dicavalcanti.

019 Tapete pequeno Sumak, 1,17 x 0,58 m ou 0,68 m2. Início do séc. XIX.

020 GIORGI, Bruno (1905-1993)
Torso de mulher. Bronze polido, sobre base de granito preto; 26 cm altura total. Siglado atrás: BG.

021 Mesa de encostar  estilo D. José I, 103 x 52 x 78,5 cm. Brasil, início do séc. XIX.

Origem coleção Newton Carneiro.

022 Imagem de Santo Antônio com o Menino, de madeira policromada, medindo 27 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

023 Lampadário Sabará, de prata brasileira, de porte médio com fina decoração e cinzelado; marca de contraste SMA; 85 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

024 Imagem não identificada, de marfim com restos de policromia sobre base de madeira vermelha faiscada; 12 cm de altura do marfim. Brasil, séc. XVIII-XIX.

025 Duas bacias das almas, de prata lisa brasileira; na aba de uma delas a inscrição: Do Santíssimo Sacramento da Sé e na outra sinais da mesma frase, desgastada; 16,7 cm de diâmetro e 6,5 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.
 
026 Imagem de Nossa Senhora da Conceição, de marfim indo-português policromado; 9 cm de altura. Índia portuguesa séc. XIX.

027 DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976)
Casal e paisagem. Desenho à lápis preto, 31 x 44,5 cm. Assinado embaixo à direita: E. dicavalcanti.

028 Tapete caucasiano Shirvan, 1,39 x 0,93 m ou 1.29 m2. Séc. XIX.

029 PORTINARI, Cândido (1906-1964)
Figura de pé. Desenho a crayon, 45 x 19,5 cm. Assinado embaixo: Portinari.

030 Tapete turcomenistão Tekke Boukhara, 1,70 x 1,17 m ou 1,99 m2. Séc. XIX.

031 VISCONTI, Eliseu (1866-1944)
A pesca milagrosa. Óleo sobre tela, 34 x 47 cm. Assinado embaixo à direita:
E. Visconti.

Acompanha certificado da Galeria Mirante assinado por Pietro Maria Bardi.

032 Crucifixo com base de linhas D. José, com resplendor e INRI de prata; 76 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

033 PORTINARI, Cândido (1903-1962)
Trabalhador. Desenho a crayon, 46 x 31,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Portinari/940.

O desenho apresenta um pequeno rasgo na parte inferior direita, sem comprometer o trabalho.

034 Tapete caucasiano Kuba, 1,65 x 0,99 m ou 1,63 m2. Séc. XIX.

035 Polvilhador de prata de Londres setecentista piriforme seção circular; na base a marca do prateiro SW de Samuel Wood usada no período; 12,5 cm de altura. Inglaterra, letra-data para 1746.

036 MABE, Manabu (1924-1997)
Noivos. Óleo sobre tela, 73 x 50 cm. Assinado, datado e dedicado no reverso: Para felicidade de Maria e Nelson / Mabe / 4 junho 1966.

Origem coleção Odorico Tavares.

037 Canapé de jacarandá D. Maria I tardio, assento de palhinha e golfinhos nos braços recurvados; pés também recurvados; 220 x 63 x 89 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

038 Lampadário de prata portuguesa repuxada e cinzelada, dotada de recipiente de vidro vermelho para óleo; 97 cm de altura. Portugal, séc. XIX-XX.

Adaptado para luz elétrica.

039 Conjunto de centro de mesa e quatro fruteiras de Baccarat overlay vermelho lapidado, em suporte de bronze e centro também de bronze decorado com crianças e guirlandas; fruteiras com 53 cm de altura e centro com 42,5 x 67 x 19,5 cm de altura. França, séc. XIX.

040 CARLOS ARAÚJO (1950)
O Semeador. Óleo sobre madeira, 109 x 159 cm. Assinado embaixo à direita: Carlos Araújo.

041 Tapete tribal Kashgai, 3,80 x 2,10 m ou 7,98 m2. Meados do séc. XIX.

042 Paliteiro de pseudo-marca de prata do Porto, representando índio segurando cesta de flores, sobre base quadrada apoiada em quatro garras com 5,5 cm de lado; 17 cm de altura. Brasil séc. XIX.

043 Par de mochos com assento de couro medindo 52,5 x 52,5 cm; 42,5 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

044 Caldeirinha e seu hissope de prata brasileira repuxada e cinzelada; decorada com gomos e elementos da fé católica; alça móvel; 15 cm de altura com a alça abaixada. Brasil, séc. XVIII.

045 CROCE,Dante Moacir (1937)
Profetas do Aleijadinho. Doze cópias miniaturas de bronze. Fundição Zani, media de 28 cm de altura. Déc. de 60.

As informações de autoria e época foram gentilmente prestadas pela Fundição Zani.

046 Imagem de São Mauro, resplendor de prata; 70 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

047 CALIXTO, Benedito (1853-1927)
Ilha do Guarujá. Óleo sobre madeira, 31,5 x 47 cm. Assinado embaixo à direita: B. Calixto.

048 Cômoda-secretária D.José I, de jacarandá, dotada de quatro gavetões e segredo; 69 x 130 x 120 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

Comprada pelos atuais proprietários em antiquário baiano, por indicação do amigo da família, colecionador Jorge Getúlio Veiga, o qual, segundo a proprietária, informou-lhes que esta cômoda foi adquirida em Portugal, por D. Pedro II, para presentear seu médico, o Conde de Mota Maia.

049 Fruteira de prata 10 dinheiros não identificada, com borda recortada sobre fuste torneado e base circular medindo 20 cm de diâmetro; 32 cm de altura. Europa séc. XX.

050 Tapete caucasiano Sumak, 3,90 x 1,68 m ou 6,55 m2. Séc. XIX.

051 Gomil e sua bacia de prata brasileira repuxada e cinzelada, decorada com caneluras, cinta com folhas de acanto, perolados nas bordas e o escudo da cidade de São Paulo com o dístico Non Ducor Duco; bacia oval medindo 44,5 x 33 cm; 33 cm de altura total. Brasil, séc. XX.

052 SANTIAGO, Manoel (1897-1987)

Nascido no Amazonas, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1916 , cursando Escola Nacional de Belas Artes e estudando com Visconti, Batista da Costa e R. Chambelland. No Salão Nacional de 1927 ganhou o prêmio de viajem à Europa, morando em Paris por cinco anos. Foi professor no Núcleo Bernardelli de Bustamante Sá, Pancetti, Malagoli e Dacosta.

052A Praia IV. Óleo sobre tela, 20 x 30 cm. Assinado embaixo à esquerda e no reverso: Manoel Santiago.

052B Praia III. Óleo sobre madeira, 10 x 19 cm. Assinado embaixo à esquerda e no reverso: Manoel Santiago.

052C Praia II. Óleo sobre placa, 15 x 21 cm. Assinado embaixo à esquerda e no reverso: Manoel Santiago.

052D Praia. Óleo sobre madeira, 17,5 x 22 cm. Assinado embaixo à esquerda e no reverso: Manoel Santiago.

053 Tapete caucasiano Sumak, 3,35 x 1,89 m ou 6,33 m2. Séc. XIX.

054 Naveta de prata não identificada, decorada na tampa com aplique sob forma de folhas e guilloché na base circular medindo 9,5 cm de diâmetro; 17 cm de altura. Europa, séc. XVIII.

055 GIORGI, Bruno (1905-1993)
Cabeça de Cleoo. Bronze, 48 cm de altura total. Siglado. BG.

056 Conjunto de quatro miniaturas sobre marfim retratando a família imperial: D. Pedro I, D. Leopoldina e seus filhos, D. Pedro II e D. João VI; molduras de bronze e tamanho médio de  8,5 x 6,5 cm.

O retrato de D. João VI foi pintado a partir de obra de Debret e o de D. Pedro I a partir de trabalho de Henrique José da Silva. O conjunto consta ter sido adquirido no leilão de Paço, depois pertencendo as coleções Fonseca Hermes e Roberto Lemos Monteiro.

057 Relógio de ouro com esmalte e porta moedas, pertencente a Imperatriz Tereza Cristina. Suíça, séc. XIX.

058 Espelho bisoté de mesa com suporte traseiro; fina moldura de prata 925 repuxada e cinzelada; marca JR não identificada; 49,5 x 39 cm. Europa, séc. XIX-XX.

059 MESTRE SERVAS - Francisco Vieira Servas (? - 1811)
Imagem de São Francisco, 58 cm de altura total. Brasil, séc. XVIII.

060 Mesa ratona D. José I, de jacarandá, 69 x 51 x 49 cm. Brasil, séc. XVIII.

Origem coleção Newton Carneiro.

061 Parte do serviço de cristal do casamento da Princesa Isabel com o Conde
D' Eu, cristal liso com o monograma coroado IG (Isabel e Gastão). França, séc. XIX.

Reproduzidos no livro O Cristal no Império do Brasil, de Jorge Getúlio Veiga, às pgs. 98 e 99.

061A Três copos grandes para água

061B Par de copos para vinho

061C Quatro copos de tamanhos diferentes.

061D Açucareiro com tampa

061E Porta-confeitos de cristal com borda de prata.

061F Documento autógrafo da Princesa Isabel
Carta manuscrita da Princesa Isabel ao Cardeal Prospero Caterini, agradecendo os votos de Natal aos imperadores, datada de março de 1872. 32,5 x 40 cm.

062 Faqueiro art-nouveau de prata austro-húngara composto de 207 peças para 12 pessoas e peças de servir; apresentado em estojo medindo 38,5 x 81 cm. Áustria-Hungria, séc. XX.

063 Par de miniaturas de mesinhas D. João VI, de castanho, 53 x 37 x 40 cm. Portugal, séc. XIX.

064 Abridor de cartas, de ouro e pedras preciosas, com a coroa e o símbolo PII na lâmina, 20 cm de comprimento. Europa, séc. XIX.

064A Documento autógrafo de D. Pedro II
Bilhete manuscrito de D. Pedro II em papel com sua estampa gravada por H.J.Laluque:: com o seguinte teor: "Votre tenre m' a fact comme toujours beacoup de plaisir Je vous telegrapher à Rio pour le livre ...don vous parlez. Je compte être le 6 juin à Vichy et il me::de continnuer mes études linguistiques. Ma santé et bonne et je m' occupe autant que je puis. Votre tout affectcomme. D. Pedro D' Alcantara. Versailles, 30 mai 1891." Medida total de 27 x 19 cm e gravura medindo 14 x 12 cm.

064B Foto de D. Pedro II e D. Tereza Cristina, assinada pelo fotógrafo não identificado E. Norvelo; 16,5 x 23 cm.

065 Cômoda pernambucana D. José I, de jacarandá com puxadores de prata; 153 x 78 x 132 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

Reproduzida no catálogo da Exposição Internacional de Bruxelas em 1973. Origem coleção Pietro Maria Bardi.

066 Conjunto de duas compoteiras com seus présentoir e duas licoreiras de cristal de Baccarat decorado com caneluras e o monograma dourado sobre fundo vermelho do Barão de Jundiaí, Antõnio Queiroz Teles; compoteira com 15,5 de boca e 20,5 cm de altura e o licoreiro com 29 cm de altura com a tampa. França, séc. XIX.

O Barão de Jundiaí nasceu 1787 e faleceu em 1870. Uma das compoteiras está sem a tampa e uma das tampas dos licoreiros não é original.

067 PANCETTI, Giuseppe Gianinni-José (1904-1958).
Menino. Desenho a lápis marrom, 51,5 x 34 cm. Assinado, situado e datado embaixo à direita: Barra de S. / 947 / J. Pancetti. No reverso, janela com inscrição autógrafa do artista: Menino Azencrito/ o ajudante do pintor.

068 TARSILA do Amaral (1886-1973)
Casario à beira-rio. Óleo sobre tela, 20 x 30 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Tarsila / 969.

Acompanha documento com análise de Aracy Amaral, transcrito abaixo:

Título: CASARIO À BEIRA-RIO

data: 1969
técnica: óleo s/tela
dimensões: 20 x 30 cm
propried.:
assinat.: c.i.d. (canto inferior direito) “Tarsila 969”
          em pincelada vermelha

Observ.: verso, sobre a moldura, carimbo de “Fama Decorações  / Rua Matias “
         Ayres, 186”
 

Apreciação: A composição deste quadro dispõe seu assunto na horizontal, em tres
            faixas paralelas retangulares. Numa se distribui a massa relativa ao
            ceu, na central as montanhas, o casario e o terreiro, e na parte
            inferior a faixa relativa à agua.
 
            Montanhas arredondadas, ceu sem nuvens, arvores entre o casario e o
            último plano, a vegetação rara a unir as massas quase geometricas do
            casario, a cêrca também como elemento de ligação, a agua em primeiro
            plano com certa vegetação aquatica, com ou sem pedras a completar a
            cena: eis aí o esquema de focalizar povoados ou vilarejos rurais que
            registramos na obra de Tarsila, e que a artista desenvolveria em
            numerosas versões a partir de 1953 (ver telas desse ano da coleção
            prof. Alipio Correa Neto e Serafina Villela), e cujos ultimos
            exemplos seriam sem dúvida as já deficientes abordagens de 1972,
            como “Fazenda”, realizada com grande dificuldade pela artista para a
            exposição da “Collectio”, em dezembro desse ano.

            A partir de 1968 começam a surgir elementos novos no tratamento das
            arvores e da vegetação em geral, com pequenas pinceladas com
            subtons, toques circulares, que se contrapõem às aplicações
            retilineas do pincel sobre as fachadas das casas, e a um
            comparativamente mais livre tratamento que zem à artista nesse
            periodo são as plantas-flores aquaticas que povoam as margens de
            seus rios, assim como a vegetação entre o casario, cujo primarismo
            de execução surpreende diante do elaborado das árvores, por exemplo.
            A palmeira (incorporada por Tarsila para suas paisagens desde os
            anos 20 após a viagem a Minas), a árvore anonima, o pinheiro, e o
            mesmo típo de flores à beira-rio são os elementos vegetais, mais a
            cêrca, com o mesmo tratamento, que comparecem em obra de sua
            autoria, do mesmo ano, “Paisagem 69”, que pertenceu a Domingos
            Giobbi.
 
            Neste período – 1969 – que assinalamos como o inicial da última
            serie de pinturas da artista, vemos também que a maneira acumulativa
            de apresentar os elementos no quadro, visivel nas citadas telas de
            1953, passa a sofrer uma alteração na economia sensivel de elementos
            da composição, mantendo embora suas constantes, apesar da
            simplificação geral que ocorre, fruto das dificuldades que
            gradativamente a artista enfrenta ao realizar cada novo trabalho.
            Prova disso é termos registrado cêrca de 5 pequenas telas desse ano
            (1969), em variações sobre o mesmo tema, e apenas um dentre esses
            (col, Artur Bielavski) de elaboração muito mais lenta, com dimensões
            mais amplas que as demais telas por nós observadas.
 
        São Paulo, 14 setembro 1975

        Aracy Amaral
 
 

069 Mocho D. José I, de jacarandá, 58 cm de lado e 43 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

Origem coleção Newton Carneiro.

070 Lampadário de metal prateado de corpo bojudo, sustentados por correntes vazadas e decoração em relevo; 100 cm de altura. Europa, séc. XIX-XX.

Adaptado para luz elétrica.

071 VERBOECKHOVEN, Eugène-Joseph (1799-1881)
Interior de estábulo. Óleo sobre madeira, 33 x 50 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Eugène Verboeckhoven / 1868.

No reverso selo manuscrito de próprio punho do artista, autenticando a obra.

072 Âmbula de prata brasileira decorada de gomos e tampa encimada por cruz; interna e externamente vermeil; 10,5 cm de diâmetro de boca; 24,5 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

073 Imagem das Santas Mães e o Menino, de madeira policromada, sobre base com figuras de querubins; acompanha resplendores; 37 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

074 Cruz de procissão de vara longa de prata baiana repuxada e cinzelada, decorada com elementos barrocos e anjos; 190 cm de comprimento. Brasil, séc. XVIII.

075 Âmbula de prata brasileira com fuste piriforme; tampa encimada por cruz; restos de vermeil interna e externamente; 13,5 cm de diâmetro de boca; 32 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

076 Lapinha com imagens de pedra talco e ouro, 37 x 15 x 69 cm. Brasil, séc. XVIII.

077 Esmoleira com bandeja destacável de prata de Lisboa repuxada e cinzelada apoiada em três garras sobre esferas; a base canelada é rosqueada à bandeja; marcas de contraste e do prateiro MRG de meados dos séc. XVIII; 35 cm de diâmetro da badeja e 17 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

078 Binóculo de marfim e esmalte pertencente a Imperatriz Tereza Cristina. França, séc. XIX.

O binóculo pertencente ao Imperador Pedro II está no Museu Imperial.

078A Foto da família imperial: D. Pedro II, D. Tereza Cristina ,filhos e netos, tirada no parque do Palácio de Petrópolis; 10 x 13 cm.

Uma das últimas fotos da família imperial no Brasil conforme referência do Anuário do Museu Imperial , vol. I, pg. 42.

079 Balangandã de prata brasileira com vinte e um berloques. Brasil, séc. XIX.

080 BRECHERET, Vítor (1894-1955)
Maternidade. Terracota, 21 cm de altura. Déc. 20/30. Assinado na base à direita: V. Brecheret.

081 Tapete tribal Afshar, 1,80 x 1,40 m ou 2,52 m2. Início do séc. XIX.

082 GIORGI, Bruno (1905-1993)
Torso de mulher. Escultura de bronze polido apoiado em bloco de mármore preto; 44,5 cm de altura total. Siglado na perna à esquerda: BG.

083 Mesa circular de ferro forjado e tampo de mármore preto rajado; 120 cm de diâmetro; 78,5 cm de altura.; Liceu de Artes e Ofício de São Paulo. Brasil, séc. XX.

084 Porta-paz de prata brasileira fundida e cinzelada representando Cristo crucificado; 14 x 9,5 cm. Brasil, séc. XVIII.

085 10 copos para vinho, de cristal de diferentes cores, lapidação manual; 19,5 cm de altura. Europa, séc. XX.

085A 4 taças para vinho, de cristal vermelho, lapidação manual; provavelmente de Baccarat. França, séc. XX.

085B 4 cálices para vermute, de cristal vermelho, provavelmente de Baccarat; 11 cm de altura. França, séc. XX.

086 GRACIANO, Clóvis (1907-1988)
Clarinetistas. Óleo sobre tela, 71 x 50,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Graciano / 73

087 Tinteiro e relógio de prata francesa repuxada, finamente cinzelada, decorado com elementos vegetais e personagens, composto de: recipiente para tinta com sua cuba de vidro, recipiente para areia, sineta e relógio central, sobre mesa apoiada em quatro pés, marca de cabeça de Mercúrio para pratas de exportação posta em uso em 1879; 41 cm de altura. França, séc. XIX.

088 PEREIRA, Durval
Ouro Preto. Óleo sobre tela, 80 x 140 cm. Assinado embaixo à direita: Durval Pereira.

089 Baixo relevo de imagem de Nossa Senhora da Conceição em marfim, sobre base de madeira; 12,5 cm de altura sem a base. Europa.

090 Bule para café, de prata de Lisboa repuxada e cinzelada, cabo de madeira, marca de contraste não identificado da primeira metade do séc. XIX; marca de prateiro prejudicada na leitura; 31,5 cm de altura. Portugal, séc. XIX.

091 Tapete caucasiano Daghestan de oração, 1,30 x 0,98 m ou 1,27 m2. Início do séc. XIX.

092 FELIZA, G.
Canal de Amsterdam. Óleo sobre placa, 31,5 x 21 cm. Assinado embaixo à direita: G. Feliza.

093 Serviço solitário para café, de prata canelada, composto de bule, cremeira e açucareiro; cabo e pegador da tampo do bule de marfim; bule de café com 13 cm de altura. Áustria-Hungria, séc. XX.

094 Par de cadeiras linhas Luís XV com rodízios, decoradas com incrustações de tartaruga tipo Boulle e lemnisco de bronze no alto do espaldar; apliques de bronze no joelho; assento de 48 x 49 cm; 96 cm de altura do espaldar. Europa, séc. XVIII.

095 Imagem de São José com o Menino, de madeira policromada, olhos de vidro, resplendor de prata; panejamento barroco; 100 cm de altura total. Portugal, séc. XVIII.

Origem coleção Otávio Meirelles de Magalhães Castro.

096 VISCONTI, Eliseu D'Angelo (1866-1944)
Retrato de Louise. Óleo sobre tela, 66 x 53,5 cm. Assinado embaixo à direita:
E. Visconti

097 Aparelho de jantar de porcelana Velho Viena,  composto de 72 peças, assim discriminadas: 25 pratos rasos, 12 fundos, 10 para sobremesas, molheiras, travessas, sopeiras etc. Europa, c. 1864.

098 VALENTIM, Rubem (1922)
Emblema 87. Acrílico sobre papel afixada em tela, 38 x 28 cm. Assinado e datado no verso: Brasília / 1987 / Rubem Valentim.

099 Salva de prata do Porto com aba fundida recortada; marca do contraste José de Almeida Brandão Aguiar Penetra usada em 1861 e marca IAR de prateiro não identificado; 33 cm de diâmetro. Portugal, séc. XIX.

100 Tapete turcomano tribal Boukhara, 1,49 x 0,96 m ou 1,43 m2. Séc. XIX.

101 Sopeira de porcelana de Paris decorada com guirlandas de flores e douradas pegador da tampa em forma de romã; 22 x 30 cm de boca; 31 cm de altura. França, séc. XIX.

Consta ter pertencido ao Cassino Fluminense no Rio de Janeiro.
Tem restauro na base.

102 Tapete caucasiano Shirvan, 1,42 x 1,08 m ou 1,53 m2. Início do séc. XIX.

103 CESCHIATTI, Alfredo (1918-)
Mulher semi-nua. Bronze patinado, sobre bloco de mármore preto; 192 cm altura total. Assinado na base: Ceschiatti.

Fundição pós-morte.
 
104 Tapete tribal Kashkai, 1,65 x 1,11 m ou 1,83 m2.

105 Bol de prata portuguesa de difícil identificação, provavelmente de Beja, decorada com caneluras, guirlandas guillochés e perolado na base; 16 cm de diâmetro de boca e 8,5 cm de altura. Portugal, séc. XVIII/XX.

106 FLEXOR, Samsom (1909-1979)
Composição. Aquarela, 24,5 x 17 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Flexor / 1966.

107 Imagem baiana de São José de Botas, com resplendor de prata e Menino Jesus; 54 cm de altura total. Brasil, séc. XVIII-XIX.

108 Móvel auxiliar com duas gavetas e porta inferior; 57 x 90 x90 cm de altura. Brasil, séc. XIX-XX.

109 INIMÁ de Paula (1918-1999)
Benjamin Silva. Óleo sobre tela, 55 x 45,5 cm. Assinado embaixo à esquerda: Inimá.

110 Par de tocheiros de madeira com douração; 57 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

111 Cata-migalha de prata repuxada e cinzelada; cabo torneado de madeira; 30,5 cm de comprimento total; na base a marca G prata 833. Brasil, séc. XX.

112 GIORGI, Bruno (1905-1993)
Torso de mulher. Bronze polido, sobre base de mármore preto; 26,5 cm altura total. Siglado atrás: BG.

113 Cremeira de prata de Londres, decorada com caneluras sobre quatro esferas; 14 x 7,5 cm; 9 cm de altura. Inglaterra, letra-data para 1910.

114 FIGUEIREDO e Mello , Aurélio de (1854-1916)
Uma família imperial. Óleo sobre tela, 38,5 x 46 cm. Assinado embaixo à direita: Aurélio de Figueiredo.

115 Travessa com tampa de prata 900, provavelmente brasileira burilada, decorada com elementos vegetais e plumas na reserva da tampa as letras TT; 43,5 x 30,5 cm; 9 cm de altura. Séc. XX.

116 MECATTI, Dario (1909-1976)
Flores. Guache, 41 x 31 cm. Assinado embaixo à esquerda: D. Mecatti.

117 Imagem de barro paulista com restos de policromia representando São José com o Menino nos braços; 16 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

118 Fruteira sobre três pés, de prata italiana repuxada e cinzelada, aba recortada; 29,5 cm de diâmetro; no reverso a inscrição Lavorazio a Mano; 5,5 cm de altura. Itália, séc. XX.

119 Açucareiro de prata de Lisboa de seção oval, repuxada e cinzelada, internamente com restos de vermeil; marca de contraste da primeira metade do séc. XIX; no fundo a inscrição: Presented to Mrs Garden / on her Marriage / by Friends in the deer Branch / Scotch Girls Friendly Society / In token of ther respect. / love and gratitude / 1893; 17 cm de altura. Portugal, séc. XIX.

120 GRANATO, Ivald (1949)
Sem título. Guache, 60 x 45 cm. Siglado e datado embaixo: IG 84.

121 Paliteiro de prata de Lisboa fundida, repuxada e cinzelada, representando pavão assentado em pera envolvida por folhas; 17 cm de altura. Portugal séc. XIX-XX.

122 GRUBER, Mário (1927)
Pássaro em vôo. Óleo sobre tela, 59 x 56 cm. Assinado e datado embaixo à
esquerda: Gruber / 93

123 BRUNSVIC A.
Planta da Cidade de São Paulo, 1891. 23 x 28 cm.

124 Cálice de prata brasileira lisa, com fuste torneado e base circular de 13 cm de diâmetro; boca com 8 cm de diâmetro; 23,5 cm de altura. Brasil séc. XX.

125 Imagem de São João Batista, de madeira policromada segurando o estandarte com a inscrição Agnus Dei, com cabeça de marfim; 23 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

126 HEITOR de Pinho (1897-1968)
Paisagem com Igreja. Óleo sobre tela, 27 x 35 cm. Assinado embaixo à direita: Heitor de Pinho.
 
127 Tapete pequeno Sumak, 1,17 x 0,45 m ou 0,53 m2. Início séc. XIX.

128 Paliteiro de prata repuxada e cinzelada do Porto representando um carneiro sobre base quadrangular medindo 6,5 x 9 cm; 13 cm de altura. Portugal XIX-XX.

129 VISCONTI, Yvonne (1901-1965)
Flores. Óleo sobre tela, 65 x 54 cm. Assinado embaixo à direita: Yvonne Visconti Cavalleiro.

130 DI CAVALCANTI, Emiliano Augusto (1897-1876)
Nu. Desenho a lápis preto sobre papel pardo, 15,5 x 19,5 cm. Assinado embaixo à direita: E. di Cavalcanti.

131 TARSILA do Amaral (1886-1973)
Paisagem Antropofágica. Lito sobre fundo gris, 17 x 22 cm. Assinado embaixo à direita: Tarsila e numerado à esquerda: 10/30.

132 Galvanografia aquarelada da Princesa D. Maria Amélia, filha do segundo casamento de D. Pedro I; 33,5 x 24,5 cm.

133 Paliteiro de prata repuxada do Porto, representando abacaxi; 18 cm de altura. Portugal, séc. XIX-XX.

134 DEBRET, Jean-Baptiste (1767-1848)
Grand Costume. Lito aquarelada reproduzindo D. João VI e D. Pedro I em trajes de gala; 49 x 32 cm.

Prancha número 9, parte 3ª do livro de Debret.

135 Ordem de D. Maria I proibindo a entrada e permanência de navios corsários nos portos do Reino, inclusive do Brasil, a qualquer pretexto e de qualquer nacionalidade, com exceção dos casos previstos pelo Direito das Gentes e que aos barcos corsários que já estejam fundeados, se dê o prazo máximo de vinte dias para zarpar. Lisboa, 1780.

136 Espada de gala com bainha de couro branco, lâmina de aço e canopla folheada a ouro, que pertenceu ao Conselheiro Francisco de Paula e Sousa; 90 cm de comprimento.

137 Carta patente assinada pelo vice-presidente da República, Floriano Vieira Peixoto, em 13 de julho de 1892, nomeando João Ramos da Silva Júnior para posto de comando da Guarda Nacional em Jacareí, Estado de São Paulo; 31,5 x 45,5 cm.

138 Lito aquarelada retratando o Imperador D. Pedro I; 20,5 x 16 cm.

139 Prato raso de porcelana francesa do chamado serviço PII pequeno, borda recortado com friso verde e as armas imperiais, na aba com figurações douradas PII repetido seis vezes; 22 cm de diâmetro. França, séc. XIX.

Reproduzido no livro de Jenny Dreyfuss a pg. 214.

140 NOÊMIA Mourão (1912-1992)
Composição com instrumentos musicais. Desenho a lápis preto, tinta e aquarela, 45 x 31 cm. Assinado embaixo à direita junto ao bandolim: Noêmia.

141 DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976)
Nu amarrado. Desenho a nanquim, 32 x 23 cm. Autenticado por Noêmia Mourão embaixo à esquerda: Desenho de Di Cavalcanti / Década de 30 - Paris / Noêmia.

142 Escudo do Império brasileiro de madeira dourada; 55 x 56 cm. Brasil, séc. XIX.

143 Par de castiçais de prata sterling repuxada e cinzelada, com fuste sobre base quadrangular medindo 11,5 cm de lado; na base a marca AMP 31 cm de altura. Séc. XX.

144 BONNE, M.
Partie Occidentale de L' Ancien Continent / Depuis Lisbonne Jusqu' a la Riviera de Sierra Leona: avec I 'lle Madere, les Illes Cannaries, et celles du C. Verd. Mapa com as ilhas Canárias, da Madeira e Cabo Verde, 39 x 25,5 cm.

145 Prato fundo do Serviço da Coroa Roxa, de faiança provavelmente Inglesa, aba facetada; 22,5 cm de diâmetro. Europa, séc. XIX.
 
Pode ter pertencido ao Palácio de São Cristóvão. Reproduzido no livro de Jenny Dreyfuss à pg. 215

146 Prato de prata 900, com aba fundida vazada com emblema de províncias belgas e leões; 24 cm de diâmetro. Bélgica, séc. XX.

147 BIANCO, Enrico (1918)
Batuque. Desenho a crayon e pastel, 92 x 69 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Bianco / 1961.

148 Mapa Civitas Formosa Serinhaemensis. Gravura medindo 41 x 52 cm. Séc. XVII.  Mapa retratando o litoral pernambucano quando da invasão holandesa, atual região de Serinhaém e praia de Porto de Galinhas.

149 Prato raso do Serviço Independência ou Morte, faiança provavelmente inglesa, decorado com emblema do Império e a frase Independência ou Morte; 24,5 cm de diâmetro. Europa, séc. XIX.

Reproduzido Jenny Dreyfuss a pg. 205

150 TOLEDO PIZA, Domingos V. de (1887-1945)
Blanche adormecida. Óleo sobre tela, 44,5 x 55 cm. Assinado embaixo à direita: Toledo Piza.

151 Perfumeiro de marfim japonês policromado, com a cabeça destacável; 7,5 cm de altura. Japão, séc. XVIII / XIX.

152 Imagem de Nossa Senhora da Conceição, mineira, de madeira policromada com roupagem repintada; 31 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

153 MUGNAINE, Túlio (1895 - 1975).
Casario. Óleo sobre tela, 56 x 37 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda :
T. Mugnaine / 924.

154 Travessa de porcelana com borda dourada e reserva central decorada com cena alegórica; 33 x 26 cm. Europa, séc. XIX.

155 BERNARDELLI, Henrique (1858-1936)
Meu irmão Rodolfo. Óleo sobre tela, 49 x 35 cm. Assinado embaixo à esquerda:
H. Bernardelli.

156 Medalha com a efígie da Princesa Isabel de um lado com a inscrição Isabel
a redentora / 1892 e do outro lado as armas do Império.  Medalha assinada por A. Desaide. Acompanha miniatura da bandeira do Império.

157 DEBRET, Jean Baptiste (1768-1848)
Manuscrito e dois desenhos coloridos da Ordem do Cruzeiro; desenhos medindo 11,5 x 14 cm e 11 x 9 cm; manuscrito de 4 páginas de 5 de agosto de 1827 medindo 30 x 41 cm.

158 CITTI Ferreira, Lucy (1914-?)
Composição. Óleo sobre tela, 54 x 65 cm. Sem assinatura.

159 Prato raso de porcelana de Paris, pasta dura, do serviço de D. Amélia, quando de seu casamento com D. Pedro I; 23 cm de diâmetro. França, séc. XIX.

160 Par de jarros de porcelana de Paris, douradas, decoradas com retratos de Amélie e Eugène de Beauharnais; 36 cm de altura. França, séc. XIX.

Eugène e Amélie são os pais da segunda Imperatriz do Brasil, D. Amélia Augusta Eugenia Napoleão de Beauharnais (1812-1873),  esposa de D. Pedro I, cujo casamento em segundas núpcias do Imperador deu-se em 2 de agosto de 1829. Eugène, Príncipe de Beauharnais, Duque de Leuchtenberg e Príncipe de Eichstatt, Amélie, filha de Maximiliano I, Rei da Baviera, e da Rainha D. Maria Guilhermina, Princesa de Hessen-Darstadt.

161 Tapete caucasiano Chi-Chi, 1,31 x 1,00 m ou 1,31 m2. Séc. XIX.

162 GRUBER Correia, Mário (1927)
Elefantes. óleo sobre madeira, 39 x 39 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: Gruber / 99.

163 Espelho de cristal com moldura de prata repuxada e cinzelada, decorada com caneluras; 85 x 58 cm. Séc. XVIII-XIX.

164 Prato raso do Serviço da Ilustríssima Câmara, porcelana Paris, pasta dura, decorado com coroa de ramos de café e tabaco; na aba flores em policromia e friso dourado junto a borda; 23 cm de diâmetro. França, séc. XIX.

Reproduzido no livro de Jenny Dreyfuss à pag. 207.

165 DE MARTINO, Edoardo (1838-1912)
Guerra do Paraguai. Par de aguadas, 23 x 24 cm. Assinadas embaixo à esquerda e à direita: E. de Martino.

Natural de Sorrento, o pintor e marinheiro Edoardo de Martino, acompanhou a convite dos Almirantes Tamandaré e Barroso, em 1867, as operações bélicas no Paraguai, tornando-se famoso por retratar a Guerra e suas manobras.

Origem: Coleção Newton Carneiro.

166 Tapete kilim tribal turcomano, 2,72 x 1,52 m ou 4,13 m2. Final do séc. XIX.

167A Documento de reclamação de posse de escravo
Requerimento ao delegado de polícia de São José dos Campos, assinado por José Antonio Pacheco Neto, datado de 26 de junho de 1884, solicitando intimação à José Rodrigues Cardozo, para que o mesmo o entregue a preta Rita, que o reclamante comprou de D. Thereza Maria de Jesus com prazo de cinco anos quando findaria o cativeiro da escrava. 31,5 x 21,5 cm.

167B Documento de translado de escravo
Escritura de compra e venda de escravo, datada de 8 de outubro de 1876, registrada no cartório de Brotas por José Joaquim Amaral, estado de São Paulo, dando como comprador a Sra. Francisca Bruna da Silva, moradora de Brotas, e como vendedor  o Sr. Manoel Rodrigues Simões, morador de Botucatu; o preço do escravo de nome Eusebio foi de 2.200 mil reis, constando sua idade de dezessete anos. 30 x 21 cm.

168 JOHNSTON,H.
Leilão de escravos. Pastel, 70 x 50 cm. Assinado embaixo H. Johnston.

169 Prato raso do Serviço de Caça de porcelana dura européia provavelmente francesa, decorada com ramos de flores policromadas e aba com figurações douradas sobre fundo azul, na reserva flores e aves; 23,5 cm de diâmetro. Europa, séc. XIX.

Segundo Jenny Dreyfuss este prato teria sido presente de Napoleão III a D. Pedro II.  pg. 211.

170  PALLIÈRE, Jean Leon (1823-1887)

Pallière, filho do pintor Armand Pallière, estudou com Félix Taunay na Academia Imperial de Belas Artes, e consagra-se como o pintor do "gaúcho, das cenas "criollas" , devido a sua longa permanência na Argentina. São poucos os seus trabalhos sobre o Brasil, entre eles destacam-se as duas aquarelas aqui expostas que deram origem às litos que compõem o Álbum de Cenas Americanas editado em 1864, de extrema importância à história do Brasil, especialmente do Paraná, pelo registro do comércio de erva-mate e vias de acesso da Serra do Mar, e também pelo registro etnográfico na Canoa do Paranaguá.

Origem coleção Newton Carneiro.

170A Canoa no rio Paranaguá. Aquarela, 24 x 24 cm. 1860. Assinada embaixo à direita: Pallière.

Reproduzida no livro Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 51.

170B Tropa carregada de mate descendo a serra. Aquarela, 24 x 24 cm. 1860. Assinado embaixo à direita: Pallière.

Reproduzida no livro Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 76.

170C Cena de interior com bispo. Aquarela, 24,5 x 18 cm. Assinado embaixo à direita: JL Pallière.

171 Tinteiro de prata fundida guilloché, composto de mesa sobre quatro patas, castiçal, cubas para tinta e areia e dois porta penas; marcas de contraste e de prateiro prejudicadas na leitura. Séc. XIX.

172 Tapete caucasiano Shirvan de oração, 1,46 x 0,91 m ou 1,33 m2. Séc. XIX.

173  MICHAUD, William (1829-1902)

O desenhista e pintor suíço William Michaud imigrou primeiro para o Rio de Janeiro em 1848, só chegando ao Paraná em 1854, instalando/se na Colônia Superagüi, tornando-se líder e mestre-escola na pequena comunidade, casou-se com uma caiçara e lá fixou residência até sua morte. Sua amizade com o Visconde de Taunay o fez doar parte de suas aquarelas ao amigo, outras encontram-se no Museu de Vevey na Suíça.

Origem coleção Newton Carneiro.

173A Vegetação no Superagüi. Aquarela, 45 x 38 cm.

Reproduzido no livro Pintores da Paisagem Paranaense, à pg. 54.

173B Vegetação. Aquarela, 47 x 37 cm.

173C Naufrágio no Ivaí. Aquarela, 26 x 16,5 cm.

Naufrágio do navio Aquadinik, comandado pelo Capitão Jushua Slocum, o primeiro navegador solitário que deu a volta ao mundo, naufragando nas entrada da barra do Paranaguá.

173D Nuvens baixas na serra. Aquarela, 16,5 x 26 cm. 1885.

Reproduzido no livro O Brasil dos Viajantes à prancha 544 e no Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 77.

174 Imagem de Nossa Senhora de marfim indo-português policromado, imagem segurando escapulário e o Menino no braço esquerdo; 21 cm de altura. Índia-portuguesa, séc. XVIII.

175 Oratório de verga curva, envidraçado na porta e nas laterais, com frontão ricamente lavrados com rosas ; 32 x 66 x 176 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

176 Conjunto de 21 fotos do Rio de Janeiro nos anos 20 e 30, retratando Niterói, praia de Botafogo, Corcovado, Alto da Boa Vista, Glória e a ressaca ocorrido naquela época, pelos seguintes fotógrafos: Tiele, Bippus, Braz e um anônimo. 16 x 22 cm e 22 x 16 cm.

177 Tapete caucasiano Kasak, 1,99 x 1,03 m ou 2,05 m2. Séc. XIX.

178 Castiçal de prata repuxada e cinzelada decorada com elementos da fé católica; vermeil interna e externamente; 9 cm diâmetro da boca; 26,5 cm de altura. Brasil, séc. XX.

179 Mesa de jacarandá estilo Nacional Português decorada com bolachas e torcidos salomônicos; três gavetas frontais; 127 x 71 x 82,5 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

180 RUMBELSPERGER, Gustavo (1817-1892)
 
Conjunto de três aquarelas relativas à criação da Colônia Tereza no Paraná, criada sob o patrocínio da Imperatriz Tereza Cristina em 1847.

Engenheiro de origem alsaciana, Rumbelsperger imigrou para o Brasil a convite do médico Maurício Faivre, tornando-se seu braço direito na instalação da Colônia Tereza, tendo substituído Dr. Faivre na Direção quando de seu afastamento (1858-1869). Projetou estradas, casas, ruas, dividiu áreas e distribuiu tarefas, além de ter deixado farta iconografia paranaense e de história natural. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1869, e graças às suas contribuições ao Ministério da Agricultura e ao Museu Nacional, recebeu do Imperador a efetivação como Naturalista Viajante do Museu Nacional em 1889.

Letra a reproduzida no livro Pintores da Paisagem Paranaense de 1982, patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, com colaboração nos textos de Newton Carneiro, à pg. 158.

Origem coleção Newton Carneiro.
 

180A Salto do Ribeirao do Herval - Ivahy - Colonia Thereza – Aquarela, 30 x 19 cm.

Reproduzida no livro Pintores da Paisagem Paranaense de 1982, patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, com colaboração nos textos de Newton Carneiro, à pg. 158.

180B Planta da Colonia Thereza e A S. M. I. Thereza - Fundadora  da Colonia Thereza, Margems do Ivahy. Aquarelas, 20 x 26 cm e 18 x 23 cm respectivamente. Siglado numa das plantas embaixo à direita: G.R.

181 LLOYD, William (1822-1905)
Vista geral de Antonina. Aquarela, 11 x 34 cm. 1872.

Reproduzida no livro Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 52 e no Brasil dos Viajantes  à prancha 443.

Origem coleção Newton Carneiro.

William Lloyd, um pioneiro das estradas de ferro, como ele próprio se chamou em seu livro de 1905, veio para o Brasil em 1873 para comandar a equipe que construiu a estrada de ferro de Antonina a Miranda. Ficou no Paraná quase dois anos, atravessando a província , em diagonal, em percurso de mais de mil quilômetros. Deixou vários desenhos e aquarelas das vistas e paisagens paranaenses, inclusive o panorama de Antonina e o interior da casa-grande da Colônia Tereza, conforme está referido no livro Pintores da Paisagem paranaense à pg. 20.

182  LLOYD, William (1822-1905)
 
Origem coleção Newton Carneiro.
 

182A Aldeia de índios na beira do Ivaí - Indian Villa / Sta. Teresa / Brazil. Aquarela, 25,5 x 15,5 cm. 1872.

Reproduzido no livro Pintores da Paisagem Paranaense, à pg. 157.

182B Vila Velha. Aquarela, 11 x 17,5 cm. C. 1872

183  LLOYD, William (1822-1905)

Origem coleção Newton Carneiro.

183A Vista da Colonia Tereza no Alto Ivaí - Headquarters, Colonia T. Aquarela, 17 x 11 cm. 1872.

Reproduzido no livro Pintores da Paisagem Paranaense, à pg. 177.

183B Our headquarters - Aquarela, 20 x 27. Interior do escritório da administração da Direção da Colônia. c. 1872.

184 Tapete caucasiano Kuba de oração, 1,34 x 0,79 m ou 1,06 m2. Início do séc. XIX.

185 Sinete russo de cabo de pedra verde e ouro; base de pedra vermelha retangular sem gravação; marcas de teor 56 zolotiniks e de H.W. - Henrik Wigstrõm, ourives do atelier de Carl Fabergé. Rússia, séc. XIX/XX.

186 ZATZKA, Hans (1859-1945)
Fonte com cupido. Óleo sobre tela, 57,5 x 39,5 cm. Assinado embaixo à esquerda: H. Zatzka.

Zatzka, austríaco, estudou na Academia de Viena de 1877 a 1882, especializando-se em pinturas de temas religiosos, tendo decorado as igrejas de Viena, Mayerling, Olmutz e Innsbruck.

187 Mesa rústica com pernas de lira, em castanho e carvalho e duas gavetas; 136,5 x 70 x 76 cm de altura. Portugal, séc. XVII.

188 BRAGANÇA, D. Pedro H. d'Orléans e (Séc. XX)
Sede de fazenda à beira-rio. Aquarela, 27 x 36 cm. Assinado embaixo à direita: PHO. Bragança.

O artista é membro da família imperial brasileira. Nasceu na França e ali estudou com Pierre Mandonet e Beriat. Expõe desde 1969.

189 Tapete tribal Afshar, 1,80 x 1,35 m ou 2,43 m2. Séc. XIX.

190 NONÊ - Oswald de Andrade Filho (1914-1972)
São Bom Jesus de Pirapora. óleo sobre tela, 92,5 x 65 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Andrade / 1964.

191 Tapete caucasiano Kazak, 1,95 x 1,47 m ou 2,87 m2. Início do séc. XIX.

192 MAXENCE, Edgard (1871-1954)
Vaso com flores. Óleo sobre tela oval double face, 50 x 61,5 cm. Assinado em ambos os lados: Edgard Maxence.

Maxence, artista francês, foi destacado pintor de flores, aluno de Moreau e de Elie Delaunay. Premiado com medalha do ouro em 1900, expôs continuamente no Salon até perto de sua morte.

193 Par de marfins representando cavalos e cavaleiros; 15,5 cm de altura a maior. China, séc. XVIII.

194 Cama de casal D. José I, de jacarandá, datada de montantes torcidos terminados com carapetas lavradas; cabeceira com reservas estofadas, encimada por frontão decorado com plumas e elementos vegetais estilizados; estrado medindo 150 x 180 cm; 171 cm de altura dos montantes. Brasil, séc. XVIII.

195 Imagem de São Francisco de madeira policromada; olhos de vidro, resplendor e lírios de prata, sobre base verde de faiscada; medindo 67 cm de altura sem o resplendor. Brasil séc. XVIII-XIX.

196 Tapete kilim turcomano tribal, 1,60 x 2,73 m ou 4,37 m2. Séc. XIX

197 AMOEDO, Rodolfo (1857-1941)
Nu. óleo sobre tela, 65,5 x 36,5 cm. Assinado e situado embaixo à esquerda:
R. Amoedo / Paris.

Rodolfo Amoedo, baiano de nascimento, estudou no Rio de Janeiro na Academia Nacional de Belas Artes com os mestres Vítor Meireles, Agostinho da Mota e Zeferino da Costa. Em 1878 conquistou o prêmio de viagem à Europa, instalando-se em Paris, tomando aulas com Cabanel e Puvis de Chavannes. Regressou ao Brasil em 1887. A tela ora oferecida, executada em Paris, é pois datável entre 1878 e 1887.

Proveniente do espólio do Senador João de Medeiros Calmon.

198 Tapete caucasiano Kazak, 2,24 x 1,31 m ou 2,93 m2. Meados do séc. XIX.

199 CASTAGNETO, Giovanni Batista (1851-1900)
Praia de Botafogo. Óleo sobre madeira, 23,5 x 33 cm. Assinado embaixo à esquerda: Castagneto.

200 CASTAGNETO, Giovanni Batista (1851-1900)
Entrada do Porto. Óleo sobre madeira, 13 x 20,5 cm. Assinado embaixo à esquerda: Castagneto.

Reproduzido no catálogo da Exposição retrospectiva realizada pela Sociarte em 1978.

201 DANVILLE
Carte du Brèsil / Prem. partie / Depuis la Rivière des Amazones jusqua la Baye de Tous les Sants. Mapa do Brasil, gravura medindo 36 x 51 cm total.

202 Lampadário de prata brasileira repuxada e cinzelada, decorado com elementos vegetais estilizados e três correntes ligando à canopla; 164 cm de altura total. Brasil, séc. XVIII.

203 Concha batismal de prata brasileira repuxada, sem marcas de identificação; 20 x 15 cm; 6 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

204 AUTOR desconhecido (Séc. XIX-XX)
Mulher sorrindo. Escultura de mármore branco, sem assinatura; 38 cm de altura. Europa, séc. XIX-XX.

205 Parte de aparelho do serviço do Barão de Aracati: 14 pratos rasos, 2 molheiras miniaturas de sopeira, 2 fruteiras e 2 pratos de pés altos para doce; porcelana branca decorada na aba com emblema do Barão de Aracati França, séc. XIX.

Barão de Aracati - Augusto de Oyenhauser Geravenburg. Nasceu em 1812 e morreu 1889.

Reproduzido no livro O Brasil e a Cerâmica antiga, a pg. 608

206 Relógio de parede com mostrador de bronze com 15,5 cm de diâmetro, emoldurado com restos de douração e porta frontal de vidro; 52 x 42 cm. Europa, séc. XIX.

207 DJANIRA da Mota e Silva (1914-1979)
Sant'Anna. Desenho, 64 x 45 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: Djanira / 70.

208 Coluna de mármore branco rajado de bege, capitel e base octogonal de bronze; plateau quadrado de 35,5 cm de lado; 123 cm de altura. Europa séc. XIX.

Plateau apresenta lascados num dos ângulos.

209 HALL, S. (Séc. XIX)
Brazil. Mapa do Brasil aquarelado, anterior a 1845; 38 x 27 cm. Inglaterra, séc. XIX.

210  KELLER, Franz (1835-1890)

Franz Keller e seu pai Joseph, ambos engenheiros, chegam ao Brasil em 1856 contratados para construir a estrada de rodagem de Petropólis a Juiz de Fora, depois realizaram estudos hidrográficos nos rios Paraíba, Pombo e Muriaé, viajando pelo interior do Brasil até 1865, quando chegam ao Paraná com a missão de desbravar os sertões. Realizaram a Expedição de entrada nos sertões paranaenses, começando pela Colonia Tereza - porta de entrada aos sertões -, por cerca de um ano, descendo o rio Ivaí, o Tibagi e o Paranapanema. Encantaram-se com a vegetação e com os índios, tendo Franz Keller registrado os melhores documentos iconográficos das tribos Cayowa e Caingang que se conhece até hoje. Viajam ao Amazonas, por convite do Governo, e em 1874 F. Keller edita na Alemanha o livro Sobre o Amazonas e o Madeira, com 70 ilustrações de sua autoria. Em 1867, Franz volta ao Rio de Janeiro onde casa-se com Sabina Leuzinger, filha do famoso editor, adotando o sobrenome da esposa junto ao seu. Morre em Munique em 1890, para onde tinha voltado alguns anos antes.

Origem coleção Newton Carneiro.
 

210A Coroada do Aldeamento de São Pedro, São Pedro de Alcantara, 1865. Aquarela, 16,8 x 12 cm. Embaixo a inscrição: 1865 / Coroada do Ald. d. S. Pedro.

Reproduzida no livro o Brasil dos Viajantes, à prancha 147.

210B Pouso à beira do rio Ivaí. Aquarela, 11 x 17 cm. 1865. Embaixo à direita a inscrição: Ivahy.

Reproduzido no livro Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 156.

210C Quatro desenhos retratando figuras femininas, dois situados em Manaus datados 1868 e dois outros datados de 1869.

210D Índio. Aquarela, 18,5 x 13 cm.

210E Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Paix Carike des Cayowa Indianer - O Cacique dos Caiowas - S. Ignacio, 1865. Aquarela, 16 x 13,5 cm. Siglado e datado na lateral direita: FK / 1865.

Reproduzida no livro O Brasil dos Viajantes à prancha 350.

210F Quatro desenhos retratando duas figuras masculinas, uma feminina e uma infantil; sendo um situado Rio de Janeiro em 31 de julho de 1869  e outro em Manaus de 1868.

210G Aldeamento de São Pedro de Alcântara. Aquarela, 11 x 20 cm. 1865. Embaixo à direita a inscrição: Aldeamento de S. Pedro d' Alcantara / 26 aug. 1865.

Reproduzido no livro Pintores da Paisagem Paranaense à pg. 174.

210H Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Cavim. Coroado do Aldeamento de S. Pedro, São Pedro de Alcantara. Aquarela, 14,5 x 9,5 cm.

Reproduzida no livro Brasil dos Viajantes à prancha 348.

210I Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Cinco desenhos e uma aguada retratando os seguintes personagens: Bento, Dr. Cardoso, personagem não identificado, José Caygua, Miguel e Joaquim Elias.

210J Capitão, São Pedro de Alcantara, 1865. Aquarela, 15.6 x 12 cm. Embaixo a inscrição: Captão Tiberio., Cayowa / S. Pedro d'Alcantara / 1865.

Reproduzida no livro O Brasil dos Viajantes, à prancha 349.

210K Cartaz Fest-Program, datado de 2 de fevereiro de 1875, impresso na Alemanha, divulgando uma grande festa com banquete, com atividades diversas, exposição de quadros, dança, música, circo, coral etc., desenhado por Franz Keller; 39 x 28,5 cm.

Embaixo o nome Keller-Leuzinger, registrando a curiosa assinatura adotada pelo artista após seu casamento com a filha do fotógrafo Leuzinger.

210L Índio Coroado. Aquarela, 15,5 x 12 cm.

210M Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867
Captão. Manoel Coroado / S. Jeronymo, 19 Sept. 1865. Aquarela, 14,5 x 12,5 cm. Siglado no meio à direita: FKeller.

210N Caiguá - Família indígena. Aquarela, 12 x 12,5 cm.

210O Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Guarany / Paranapanema / 1865. Aquarela, 16 x 12,5 cm.

210P Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Candido / Cayowa. Aquarela, 14,5 x 12 cm.

210Q Iconografia da Expedição ao sertão do Ivaí entre 1865 e 1867.
Salvador, Ivai, Vila Rica, 1865. Aquarela, 15,5 x 12 cm.

Reproduzido no livro O Brasil dos Viajantes à prancha 351.

210R Ivahy / 1865 - Colono sentado. Aquarela, 10,5 x 13,5 cm.

210S Baile. Aquarela, 10 x 13,5 cm. Siglado, situado e datado embaixo à esquerda: FK / Ivahy / 1865.

211 Par de lanternas de prata brasileira 833 repuxada, cinzelada e vazada, decorada com elementos vegetais estilizados; 64 cm de altura sem a corrente e a canopla. Brasil, séc. XX.

212 Imagem de Santo Antônio com o Menino, de madeira policromada; 30 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

213 Par de colunas de mármore bege com plateau quadrado de 34 cm de lado; sobre base com 26,5 cm de lado., 94,5 cm de altura. Europa, séc. XX.

214 Porta de sacrário D. Maria I de prata repuxada, cinzelada e vazada com a cruz de Cristo ramos de flores e lemnisco; 41 x 29 cm. Brasil, séc. XVIII.
 
215 Par de pratos de porcelana Cia.-das-Índias policromada, decorado com personagens e pagodes; 24,5 cm de diâmetro. China, séc. XVIII.

216 Imagem de marfim de Nossa Senhora com Menino no colo; 19 cm de altura. Europa, cerca de séc. XV.

217 MALFATTI, Anita Catarina (1889-1964)
Leque e flores. Guache, 39,5 x 35 cm. Assinado embaixo à direita: Annita Malfatti.

218 Tapete caucasiano kilim Palas Shirvan, 2,05 x 1,56 cm ou 3,20 m2. Séc. XIX.

219 Gomil e bacia oval de prata do Porto repuxada, decorada com caneluras; marca de contraste e meados do séc. XIX, provavelmente de Luís Antônio Rodrigues de Araújo, ativo entre 1843 e 1853 e prateiro HIS do mesmo período; bacia medindo 33 x 48,5 cm e gomil com 34 cm de altura. Portugal, séc. XIX.

220 Par de pratos de majólica italiana provavelmente de Savona, esmaltados em policromia, decorados no centro com chapéu cardinalício e personagens; flores, borboletas e ruínas nas abas; no reverso, marca sob o esmalte, com a estrela de Salomão encimada pela letra S; 30 cm de diâmetro. Itália, séc. XVII-XVIII.

Os pratos apresentam pequenos lascados na borda.

221 Imagem de São Brás de madeira policromada, sobre base verde faiscada; medindo 65 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

222 Tapete tribal turcomanistão Tekke Boukhara, 1,17 x 1,60 m ou 1,87 m2. Séc. XIX.

223 SENEX, John (? - 1740)
South America - Corrected from the observations comunicated to the Royal Society' s of London & Paris. Gravura aquarelada, 99 x 66,5 cm. Embaixo à esquerda: To Edmund Halley LLd. Savilian Professor of Geometry in Oxford, and Fellow of the Royal Society.

Senex era topógrafo, geógrafo, gravador e editor inglês, dedicou este mapa de sua autoria e gravado por H. Hulsbergh ao famoso astrônomo inglês Edmond Halley (1656-1742). O mapa detalha capitanias, tribos indígenas e contem numerosas legendas explicativas.

Reproduzido no livro Mapa, de Isa Adonias, à pg. 44, prancha 10.

Origem coleção Newton Carneiro.

224 Console almofadado com porta de duas folhas e duas gavetas; internamente uma prateleira. 46 x 130 x 100 cm de altura. Brasil séc. XVIII-XIX.

225 Colher de prata com marcas ilegíveis pelo desgaste, sugerindo Brasil ou Portugal; na concha gravadas as iniciais H/L/B/S; 17,5 cm de comprimento. Séc. XVIII.

226 BERNARDELLI, Rodolfo (1852-1931)
Cristo. Escultura de bronze patinado, 14 x 18,5 x 30,5 cm. Assinado no degrau: R. Bernardelli.

227 CHAMBELLAND, Rodolfo (1879-1967)
Mulher no espelho. óleo sobre tela, 57 x 47 cm. Assinado embaixo à esquerda:
R. Chambelland.

228 Sopeira de prata lisa de Sheffield, de seção oval, decorada nas asas, borda e base com elementos amarrados; 48 x 24 cm; 28 cm de altura. Inglaterra, letra-data para 1937.

229 Quatro esculturas de marfim policromado japonês; 7 cm de altura do marfim (a escultura mais alta). Japão, séc. XIX.

230 Oratório D. Maria I, de jacarandá, com policromia e crucifixo na parte interna, 84 x 33 x 155 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

231 Tapete caucasiano Kuba, 1,57 x 1,07 m ou 1,68 m2. Início do séc. XIX.

232 GOELDI, Oswaldo (1895-1961)
O felino. Xilo colorida, 34 x 24 cm. Assinada embaixo à direita.

Reproduzida no livro do artista.

233 Escultura de marfim chinês representando mulher com criança no colo; 21 cm de altura. China, cerca de 1600.

234 Tapete caucasiano kilim Shirvan, 4,32 x 1,48 m ou 6,39 m2. Início do séc. XX.

235 NONÊ - Oswald de Andrade Filho (1914-1972)
Descida da Cruz. óleo sobre tela, 92 x 64,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Andrade / 1964.

236 Santana Mestra de madeira com restos de policromia; 17 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

237 Caneca com tampa de prata de prata indo-portuguesa; 18 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

238 Par de cadeiras D. José I, de jacarandá; assentos estofados com tecido, medindo 45 x 53 cm; 138 cm de altura do espaldar. Portugal, séc. XVIII.

239 Imagem de São João Evangelista, de madeira policromada de fina lavra 36 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

240 Relógio de mesa com mostrador circular e caixa de cristal; no mostrador a marca Daum / France; 21 cm de altura. França, séc. XX.

Acondicionado na embalagem original.

241 Imagem de Nossa Senhora de madeira policromada faltando a base 13 cm de altura. Brasil séc. XIX.

242 AUTOR DESCONHECIDO (Séc. XX)
Grito do Ipiranga. Folha de latão prensada, fixada em placa de madeira, reproduzindo tela de Pedro Américo., inscrito no rodapé: Repettati/ Torino., 15,5 x 23,5 cm.

243 Caixa de toucador de prata 900 esmaltada e vidro azul na tampa medalhão com retrato de mulher 10,7 cm de diâmetro. Europa séc. XIX-XX.

244 Salva de prata de Lisboa com aba repuxada e recortada; no centro, folha e flores buriladas; marca do contraste Gonzaga da Costa e do prateiro IPC, ambos da primeira metade do séc. XIX; sobre três garras; 22 cm de diâmetro. Portugal, séc. XIX.

245 Imagem de madeira policromada de São Benedito com Menino; 133 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

246 DI CAVALCANTI - Emiliano (1897-1976)
Mulheres do mangue. Água-tinta, 38 x 30 cm entre testemunhos. Assinado embaixo à direita: E. di Cavalcanti e siglado à esquerda: H.C. (hors commerce).

247 SIGAUD, Eugênio de Proença (1899-1979)
Sermão da Montanha. Óleo sobre madeira, 23 x 33,5 cm. Assinado e datado em cima à esquerda: E. Sigaud / 1952.

248 GIORGI, Bruno (1905-1993)
Flautista. Escultura de bronze patinado sobre base de mármore preto medindo 40 x 21,5 x 7 cm de altura; 61,5 cm de altura do bronze. Assinado à direita:
B. Giorgi.

249 MARX, Antonio
Mulher no cais. Acrílico sobre tela, 71 x 51 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: Marx / 88.

250 Caixa para charutos, de prata brasileira 833, decorada na tampa com estrias e as iniciais A.L.; 8 x 14 x 4 cm altura. Brasil, séc. XX.

251 BONA, R.
Orbis Vetus / Primario Hydrographo Navali / Aprili 1781. Mapa da Europa e África, gravura aquarelada, 27 x 36 cm.

252 Caixa para charutos de prata sterling lisa, com as iniciais P.C.; na orelha da tampa a marca PPM 10 x 15 x 3,5 cm de altura; Séc. XX.

253 Porta-pó de prata de Birmingham, com espelho bisoté; tampa esmaltada decorada com pedras lapidadas; 6,5 x 6,5. Inglaterra, letra-data 1935

254 Documento autógrafo de Campos Salles
Bilhete manuscrito ao Dr. Paulo Queiroz, em papel timbrado do Gabinete do Presidente do estado de S. Paulo, datado de 10 de fevereiro de 1897. 20 x 15 cm.

255 BONOMI, Maria (1935)
A rua em teus silêncios. Gravura, 43 x 32 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Bonomi / 78 e esquerda: P/E e V/A

256 Documento autógrafo de Getúlio Vargas
Carta datilografada à Oscar Tollens, de São Paulo, em 21 de agosto de 1929, em papel timbrado do Gabinete da Presidência do Rio Grande do Sul, trocando idéias sobre a situação política nos dois estados; num dos parágrafos, Getúlio Vargas diz:  "Sciente do que me informa, sobre a arbitraria censura telephonica e postal, em vigor, nessa cidade, adotei o endereço indicado, por precaução. "
25 x 18,5 cm.

Acompanha cartão de visitas também assinado por Getúlio Vargas.

257 Paliteiro de prata portuguesa fundida, repuxada e cinzelada, representando figura carregando o porta palitos; base circular sobre quatro pés formando quadrado de seis cm de lado; marcas não identificadas; 11,5 cm de altura. Portugal, séc. XIX/XX.

258 Par de gravuras sobre metal, retratando, a de cima, o Palácio do Conde de Aveiro, em Lisboa, onde Charles III se hospedou; e a debaixo, vista do Palácio Real de Lisboa; 25,5 x 16,5 cm.

É interessante lembrar que ambos os Duques de Aveiro têm relação estreita com a história do Brasil. Foram eles donatários da Capitania de Porto Seguro.

259 Documento da maçonaria
Documento da Loja Maçônica Luiz Gama, de São Paulo, datado de 2 de novembro de 1896, elevando o Sr. José Candido de Lima ao grau de Cavaleiro Rosa Cruz 18; 35 x 42,5 cm.

260 América. Mapa das Américas, aquarelado, concepção do século XVII, quando a península da Califórnia foi tida como ilha, em razão de má interpretação de texto de Sabastián Vizcaino que explorou a região em 1602/3; interpretação que perdurou por mais de século, aceita por Nicolas Visscher (Piscator) e representada em 1625 no mapa de Henry Briggs; 21 x 26 cm.

261 PARREIRAS, Edgard (1885-1964)
Baia de Guanabara. Óleo sobre madeira, 38 x 45 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: E. Parreiras / 1932.

262 FRANCESCCHI, Jules (1825-1893)
Cristo. Terracota, 40 cm de diâmetro e 57 cm de altura. Assinado na base à direita: Francescchi.

263 Paliteiro de prata repuxada e cinzelada, representando carneiro sobre base de quatro pés com seção circular, medindo 10 cm de diâmetro; marca não identificada; 14,5 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

264 PEREIRA, Durval (Séc. XX)
Abóbora. Óleo sobre tela, 60 x 80 cm. Assinado embaixo à esquerda:
Durval Pereira.

265 Fruteira sobre base circular, de prata repuxada e cinzelada, decorada com elementos barrocos; aba recortada; 29 cm de diâmetro; 7,5 cm de altura. Brasil, séc. XX.

266 MORAES, José (1921)
Vaso com flores. Óleo sobre tela, 46 x 38 cm Assinado embaixo à direita:
J. Moraes.

267 Tinteiro de porcelana italiana, decorada com elementos vegetais ferrugem e dourados; seção circular com duas cubas para tinta e um sinete; duas alças douradas; na base a marca N coroado de Nápoles; 14,5 cm de diâmetro e 9 cm de altura. Itália, séc. XIX/XX.

268 Paliteiro de prata portuguesa 1.o título fundida, cinzelada e vazada representando galinha sobre base quadrangular chanfrada medindo 8 cm de lado, apoiada sobre quatro pés; marca do prateiro Mergulhão; 16,5 cm de altura. Portugal séc. XX.

269 Xícara para chá, de porcelana Cia-das-Índias com o brasão Visconde de Strangford; desfalcada do pires, apresenta fio de cabelo. China, séc. XVIII.

270 GRACIANO, Clóvis (1907-1988)
Estudo de cavalos e cavaleiros. Guache sobre fundo preto, 68 x 48 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Graciano 62.

271 Grupo do calvário de prata brasileira, emoldurada com talha de madeira com restos de douração; 45 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

272 SIGAUD, Eugênio de Proença (1899-1979)
Natureza morta. Óleo sobre tela colada em madeira, 21 x 29 cm. Assinado em cima à direita: E. P. Sigaud / 1971.

273 Gomil e bacia de prata do Porto, canelada, decorada com cinta cinzelada e burilada; na base de ambas as peças a marca do contraste Caetano Rodrigues de Araújo registrada em 1853 e usada até 1861; bacia com 32 cm de diâmetro e a marca do prateiro IMS de meados do séc. XIX; gomil com 31 cm de altura e marca de prateiro prejudicada na leitura sugerindo MFN, também de meados do séc. XIX. Portugal, séc. XIX.

274 Imagem de Santana com Nossa Senhora Menina, de barro paulista policromado;  medindo 13,5 de altura. Brasil, séc. XVIII.

275 Castiçal-palmatória, tesoura espevitadeira e apagador de fogo, de prata repuxada e cinzelada de Lisboa decorada com flores; marca do contraste prejudicada na leitura e do prateiro A.I.R. de princípios do século XIX; 11,5 cm de altura. Portugal, séc. XIX.

276 Tapete caucasiano Shirvan, 1,42 x 0,90 m ou 1,28 m2. Séc. XIX.

277 Imagem de barro policromado de São João Batista; 23 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

278 Documento autógrafo do Marquês de Olinda
Carta de recomendação ao Paranhos solicitando sua ajuda ao filho  do amigo e parente - Presidente da Província de São Paulo - José Tavares Bastos, o qual gostaria de ingressar na carreira diplomática, o recém formado bacharel Aureliano Cândido Tavares Bastos, datada de 13 de janeiro de 1859 e situada em Petrópolis.

A curiosidade da carta é justamente o nome do então jovem Aureliano Tavares Bastos (1839-1875), alagoano, estudou Direito em Olinda em 1854, transferindo-se para São Paulo onde formou-se em 1859, mudando-se para o Rio de Janeiro em seguida. Foi deputado em 1861 lutando pelas causas abolicionistas e republicanas, escrevendo livros e artigos para jornais tornou-se um dos intelectuais mais respeitados de seu tempo.

278A Documento autógrafo do Barão de Itaúna
Documento manuscrito assinado pelo Barão de Itaúna - Dr. Cândido Borges Monteiro, datado de 17 de agosto de 1868, escrito no Palácio do governo de S. Paulo, remetendo 10 exemplares de uma circular e solicitando que as afixem nos lugares públicos do município de São Paulo. 30 x 21,5 cm.

278B Foto do Barão de Itaúna - Cândido Borges Monteiro - com anotação a lápis embaixo: S. Paulo, 31 de março 1869. 36 x 26 cm. Fotógrafo não identificado.

279 Jarra e seu presentoir de prata italiana repuxada, cinzelada e fundida; presentoir 18 cm diâmetro e altura total de 21 cm. Itália, séc. XX.

280 MALFATTI, Anita Catarina (1889-1964).
Retrato de Dora Karter. Desenho a carvão, 58,5 x 48,5 cm. Sem assinatura. No reverso selo do Museu de Arte Brasileira FAAP.

Desenho proveniente da coleção de Georgina Malfatti, irmã da artista.

281 Imagem de marfim de Santo Antônio Esmoler; 17 cm de altura. Europa, séc. XVIII/XIX.

282 Tapete caucasiano Kazak, 1,71 x 1,07 m ou 1,83 m2. Séc. XIX.

283 Funil-coador de prata brasileira octogonal com bico recurvado; gravado o monograma MC; 16 cm de comprimento. Brasil, séc. XIX-XX.

284 Imagem de madeira policromada de São José com o Menino; 32 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

285 CESCHIATTI, Alfredo (1918-)
Duas mulheres. Bronze polido sobre base de mármore preto, 52 x 170 x 90 cm de altura. Fundição pós-morte.

286 Castiçal de cabeceira de prata repuxada e cinzelada, decorada com elementos florais, bobêche solta e apagador de fogo; base circular com 14 cm de diâmetro; 9 cm de altura. Brasil, séc. XX.

287 VALENTIM, Rubem (1922)
Emblema 88. Acrílico sobre tela, 41 x 27 cm. Assinado, datado e situado atrás: Brasília / 80 / Rubem Valentim.
 
288 Par de candelabros para cinco velas, de prata baiana fundida e cinzelada, base quadrada com 18 cm de lado, sobre quatro pés; decorados com anjos, elmos e elementos vegetais, nas bases a marca do ensaiador Manuel Eustáquio de Figueiredo, com registro em 1832 e do prateiro F.S.B.; 51 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

289 Xícara e pires de porcelana Companhia-das-Índias do serviço da Independência.

Reproduzida em todos os livros de referência de porcelana brasonada.

290 Imagem do Bom Pastor com coração e bastão de ouro, 41 cm de altura total. Plaqueta com inscrição dedicando a peça à Princesa Isabel. Europa, séc. XIX.

Acondicionado em redoma de vidro. Acompanha conjunto de paramentos.

291 OSCAR PEREIRA da Silva (1867-1939)
Ponte de Paris. Óleo sobre madeira, 11,5x 18 cm. Assinado e situado embaixo à direita: Oscar P. da Silva.

292 BONADEI, Aldo (1906-1974)
Saia desenhada, costurada, bordada e pintada, 135 cm de diâmetro. Déc. 50.

Acervo Elena Wischmann.

293 POLO, Maria (1937-1983).
Composição em fundo vermelho. Óleo sobre tela 34 x 40 cm. Assinado embaixo à esquerda: Maria Polo.

294 PANCETTI, José (1902-1958)
Cocos. óleo sobre tela, 24 x 33 cm. Assinado embaixo à direita: Pancetti.

Origem coleção Odorico Tavares.

Reproduzido no livro Pancetti o pintor marinheiro, de José Roberto T. Leite, à pg. 297, no. 673. Série da Bahia, 1951.

295 Imagem de madeira paulista de São Sebastião, 75 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

Reproduzido no livro A Imaginária Paulista, de Carlos Lemos, à pg. 53.

296 BONADEI, Aldo (1906-1974)
Composição geométrica. Óleo sobre sisal, 120 x 150 cm. Déc. 50. Assinado atrás: Bonadei.

297 Tapete Shirvan Surchan, 1,30 x 0,95 m ou 1,24 m2. Início do séc. XIX.

298 PORTINARI, Cândido (1903-1962)
Caneca de cerâmica decorada com pintura sacra; 10 cm de altura. Assinada e datada na base: Portinari / 934.

299 Aparelho de copos de cristal com 59 peças de diversos tamanhos. Europa.

300 Urna para chá de prata italiana 800, repuxada e cinzelada, torneira em forma de golfinho; 52,5 cm de altura. Itália, séc. XX.

301 6 cálices para vermute, lapidação manual, na tonalidade vermelha; provavelmente de Baccarat; 11 cm de altura. França, séc. XX.

301A 6 cálices na tonalidade rubi, lapidação manual; 12,5 cm de altura. Europa, séc. XX.
 
302 Principe Maximiliano de Wied-Neuwied (1782-1867)
Voyage au Bresil dans lesannees 1815, 1816 et 1817.
Obra em 3 volumes de texto e atlas com 41 gravuras e 3 mapas. Franca, 1822.

Algumas pranchas com manchas.

Segundo o Dicionário Literário Brasileiro de Raimundo de Menezes: Maximiliano Alexandre Filipe de Wied-Neuwied, nasceu na Prússia em Neuwied em 1782. Pertenceu ao exército prussiano, reformando-se como major-general. Dedicou-se à história natural. Chegou ao rio de Janeiro, a 17 de julho de 1815. Viajou pelas províncias de Espírito Santo, Bahia, Ilhéus, até à fronteira de Minas Gerais, de onde se dirigiu para a cidade de Salvador. Voltou à Europa, a 10 de maio de 1817. Visitou os Estados Unidos. Suas coleções acham-se no Museu de História Natural de Nova York  e na Universidade de Bonn.

303 PANCETTI, José (1902-1958)
Jardim da casa de Monteiro Lobato - Campos de Jordão. Óleo sobre tela, 50 x 35 cm. Déc. 40. Assinado embaixo à direita: Pancetti.

304 TELLES, Sérgio (1936)
Arraial do Cabo. Óleo sobre tela, 27 x 45,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Sérgio Telles / 81.

305 Sagrada família de madeira policromada fixada em suporte barroco com o Divino; 60 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

306 Decreto de Lisboa, datado de 15 de novembro de 1760, dispondo sobre distribuição de ruas, terrenos, novas denominações etc, assinado por D. João Arcebispo Regedor; 30 x 20 cm. Encadernado.

Quando D. João V torna-se paralítico em 1744, entrega seu governo ao seu confessor, Gaspar de Incarnação.

306A DEBRET, Jean-Baptiste (1768-1848)
Retratos de D. João VI e Dona Carlota Joaquina. Litos aquareladas, pranchas 53 e 54 do livro do artista, Viagem Pitoresca ao Brasil, editado em Paris em 1834; 52,5 x 36 cm.

307 Conjunto de 31 botões com brasões a armas de alguns titulares do império brasileiro: Conde de São Mamede, Barões do Rio Bonito, Barões de Pinto Lima, Conde de Lavradio, Condes de Vimieiro, Marques de Valença, Barão de Souza Queiroz, Marques de Três Rios e Visconde de Tocantins.

308 Cômoda D. Maria I, de jacarandá claro e cedro; 116 x 66,5 x 94 cm de altura. Portugal, séc. XIX.

309 Tapete caucasiano kilim Shirvan, 2,73 x 1,78 m ou 4,86 m2. Meados do séc. XIX.

310 GUIGNARD, Alberto da Veiga (1896-1962)
Cabeça de homem. óleo sobre tela, 65,5 x 54 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: Guignard / 1940. No reverso: Guignard / 1940.

311 BONADEI, Aldo (1906-1974)
Composição. Óleo sobre tela, 58,5 x 78 cm. Assinado e datado embaixo à esquerda: Bonadei /55.
 
312 GUAUQUIE, Henri -Desire (1858-1927)
Facet Spera. Escultura de bronze patinado representando homem semeando, sobre placa de mármore verde rajado; 80 cm de altura. Assinado embaixo à esquerda: H. Guauquie.

313 CASTAGNETO, Giovanni Battista (1851-1900)
Marinha. Óleo sobre madeira, 11 x 32,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Castagneto / 98. No reverso dedicatória: A Ernesto e Alda / com muitos e muitos beijos / offerecem Ilara, Moema e / Mair Paraguassu / 18-4-05.

314 Cômoda-secretária D. José I, de jacarandá; 107 x 80 x 124 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

315 Coco de prata brasileira repuxada e cinzelada, decorada com elementos vegetais; alça na extremidade do cabo; 39 cm de comprimento. Brasil, séc. XVIII.

316 Tapete tribal Kashgai, 2,93 x 2,09 m ou 6,12 m2. Séc. XIX.

317 Anjo de madeira policromada, 77 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

318 D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal -
Busto de faiança esmaltada de branco, aposto em coluna de seção circular de mesmo trato, com a imagem de Minerva em relevo; base quadrada com 23 cm de lado onde se lê a marca à esquerda: Miragaia / Porto; 83,5 cm de altura total. Portugal, séc. XIX.

Stanislau Herstal reproduz na pg. 87 do seu livro Iconografia de D. Pedro I, um busto de faiança idêntico, porém da Fábrica de Santo Antônio do Porto  e com as armas imperiais no lugar da Minerva.

A fábrica de Miragaia fundada em 1775, com afamada sucessão familiar até 1852, destaca-se entre as muitas fábricas de faiança portuguesa da época. A marca Sto. / Antonio / Porto foi usada entre 1887 e 1930 quando a fábrica acabou, portanto a peça reproduzida no Herstal, é posterior a esta ora apregoada.

318A Documento autógrafo de D. Pedro I
Documento manuscrito assinado por D. Pedro I, datado de 9 de junho de 1827, nomeando como Intendente do Ouro da Cidade da Bahia, o então Juiz do Crime dos Bairros de Santa Rita e Candellaria, o Bacharel Henrique Velloso de Oliveira. No reverso anotações de toda a tramitação do processo de nomeação. 34 x 47 cm.

318B Documento autógrafo de José Bonifácio de Andrada e Silva
Documento oficial, datado de 18 de julho de 1822, portanto antes da proclamação da Independência, encaminhando ofício do então Príncipe Regente através de seu Secretário de Estado e Negócios do Reino, José Bonifácio de Andrada e Silva, à Câmara de S. José. 28 x 23 cm.

319 Espelho de cristal bisoté, de formato retangular, guarnecido por moldura de madeira dourada, ricamente entalhada e fenestrada; 114 x 84 cm. França, séc. XIX/XX.

320 Talha baiana barroca de madeira dourada e vazada decorada com cabeça de querubim e busto de Nossa Senhora 49,5 x 62 cm. Brasil, séc. XVII.

321 Mobília art-déco para sala de jantar revestida de rádica clara, composta de buffet, aparador, 2 poltronas estofadas, 6 cadeiras estofadas e mesa de 149 cm de comprimento a que se somam mais duas tábuas de aumento de 44,5 cm cada uma, totalizando o comprimento de 238 cm (118 cm de largura); 78 cm de altura; elementos de ferro forjado, pernas tubulares de madeira preta e esferas também pretas. Brasil, anos 30 do séc. XX.

322 Lampadário Sabará, de prata cinzelada e hastes decoradas com anjos; marca do contraste SMA; porte médio, 80 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

323 SALINAS y Teruel, Augustin (1862-1923)
Modes-Manteaux. Óleo sobre tela, 27,5 x 38 cm. Assinado, situado e datado embaixo à esquerda: A. Salinas/ Roma/ 1915.

324 Cama D. José I, de jacarandá; 113 cm de altura e 140 cm de altura do espaldar. Brasil, séc. XVIII.

325 Imagem de Santo Elesbão, 75 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

Reproduzido no livro Memórias de um Viajante Antiquário, de José Claudino da Nóbrega, à pg. 8.

326 Passadeira tribal turcomana, 2,70 x 1,25 m ou 3,38 m2. Meados do séc. XIX.

327 IANELLI, Arcângelo (1922)
Vaso com flores. Óleo sobre tela, 73 x 60 cm. Assinado e datado embaixo à direita: A. Ianelli / 1947.

328 Imagem de Nossa Senhora, de madeira policromada e dourada; 21 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

328A Imagem de Nossa Senhora, de madeira policromada e dourada; 11 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

329 Sopeira e travessa de porcelana azul e branca Cia.-das-Índias de corpo facetado, alças em forma de cabeças de leão e pegador da tampa em forma de fruto; 27 x 20 cm de boca; 24 cm de altura; travessa com 33,5 x 27 cm. China séc. XVIII.

330 Tapete turcomano tribal Boukhara, 1,53 x 1,93 m ou 2,95 m2. Início do séc. XIX.

331 Báculo episcopal de prata repuxada e cinzelada, não identificada; 41,5 cm de altura. Europa, séc. XVIII.

332 Cômoda D. José I com tampo de mármore rajado e 4 níveis de gavetas; 66 x 127 x 101 cm de altura. Portugal, séc. XVIII

333 Crucifixo D. José I com elementos de prata, 93 cm de altura total. Brasil, séc. XVIII.

334 Passadeira tribal Afshar, 3,62 x 0,88 m ou 3,19 m2. Séc. XIX.

335 Gomil e bacia de prata do Rio de Janeiro 10 dinheiros, decorados com caneluras e cinta florida cinzelada; alça em forma de golfinho; marca de prateiro prejudicada na leitura; bacia com 32,5 de diâmetro e gomil com 25,5 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

336 TELLES, Sérgio (1936)
Café - Paris. Óleo sobre madeira, 15 x 19 cm. Assinado embaixo à direita: Sérgio Telles.

336A TELLES, Sérgio (1936)
Café - Paris. Óleo sobre madeira, 15 x 19 cm. Assinado embaixo à esquerda: Sérgio Telles.

337 Imagem de madeira policromada, Nossa Senhora do Carmo, sobre base com querubins; 50 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

338 Cômoda-secretária rústica esmaltada de verde, decorada com chinoiseries douradas; três níveis de gavetas e tampa basculante; 113 x 68 x 120 cm. Portugal, séc. XIX.

339 Talha de madeira com imagem de marfim segurando Menino na mão esquerda e fruto na direita; 66 x 36 cm. Provavelmente Espanha, séc. XVII.

340 GRASSMANN, Marcelo (1925)
Guerreiro. Desenho a sépia, 35 x 44,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Grassmann / 1976.

341 Tríptico de linhas góticas de marfim representando cenas de batalha; 14,5 cm de altura. Europa, séc. XVII.

342 Cômoda D. Maria I com 4 níveis de gavetas; 113 x 73 x 112 cm de altura.  Brasil, séc. XIX.

343 Tapete caucasiano Kuba, 2,06 x 1,43 m ou 2,95 m2. Séc. XIX.

344 Par de leões de bronze patinado; 115 cm de altura. Brasil, séc. XX.

345 Salva de prata de Lisboa com aba repuxada decorada com elementos barrocos e no centro cachos de uvas burilados; marca de contraste Gonzaga da Costa e do prateiro IPC, ambos da primeira metade do séc. XIX; 28,5 cm de diâmetro. Portugal, séc. XIX.

346 6 copos de cristal verde, lapidação manual; 15 cm de altura. Europa, séc. XX.

346A 4 copos de cristal verde, lapidação manual; 11 cm de altura. Europa, séc. XX.

347 Dez azulejos da Osirarte

Osirarte, ateliê criado em 1940 pelo pintor Paulo Cláudio Rossi Osir (1890-1959) para atender ao amigo Portinari na encomenda do mural do Ministério da Educação no Rio de Janeiro. Em seguida a Osirarte passou a fazer seus próprios azulejos, encomendando aos amigos Volpi, Zanini, Gerda Brentani, Krajcberg, Hilde Weber e outros artistas, desenhos para azulejos únicos em tamanho 15 x 15 cm ou para painéis, de temática rural, caipira, representando folguedos e tradições populares. A Osirarte produziu basicamente na década de 40, época dos azulejos apresentados a seguir, todos provenientes do acervo de pintor Paulo Rossi Osir:

347A  VOLPI, Alfredo (1896-1988)
Mulher e pássaros. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Volpi.

347B ZANINI, Mario (1907-1971)
Garimpeiros. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita:
Osirarte / Zanini.

347C ZANINI, Mario
Barco. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à esquerda: Zanini

347D ZANINI, Mario
Mulheres na praia. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Osirarte / Zanini.

347E ZANINI, Mario
Praia. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Osirarte / Zanini.

347F ZANINI, Mario
Ciranda. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Osirarte/Zanini.

347G KRAJCBERG , Franz (1921)
Mulheres na fonte. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à esquerda: Osirarte / F.K.

347H KRAJCBERG, Franz
Tocando boi. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Osirarte  F.K.

347I KRAJCBERG, Franz (1921)
Samba. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à direita: Osirarte / F.K.

347J KRAJCBERG, Franz (1921)
Estrada. Azulejo Osirarte, 15 x 15 cm. Assinado embaixo à esquerda: Osirate/ F.K:

348 Imagem de Nossa Senhora com carneiro no colo, de madeira policromada com restos de douração; 15 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

349 Cômoda-secretária de jacarandá preto com quatro níveis de gavetas; tampa basculante com espelho de prata gravadas as iniciais JCOA; 64,5 x 116 x 117 cm de altura.  O móvel originariamente tem uma parte superior que falta.

350 BRENNAND, Francisco (1927)
Composição. Óleo sobre tela,129 x 88 cm. Assinado embaixo à esquerda:
F. Brennand.

351 VALENTIM, Rubem (1922)
Composição. Óleo sobre placa, 34,5 x 23,5 cm. Assinado embaixo à esquerda: Rubem Valentim, e à direita: 1956.

352 Salva de prata de Lisboa, com aba repuxada e cinzelada decorada com flores e elementos barrocos, sobre três pés; 26,5 cm de diâmetro; marca do contraste Joaquim Miguel Gonzaga da Costa, da segunda metade do séc. XIX e marca ilegível do prateiro. Portugal, séc. XIX.

353 VALENTIM, Rubem (1922)
Emblema 88. Acrílico sobre tela, 41 x 27 cm. Assinado, datado e situado atrás: Brasília / 1988 / Rubem Valentim.

354 Imagem de marfim com sinais de pintura, de São Francisco; 12,5 cm de altura. Europa, séc. XVIII.

355 Tapete caucasiano Shirvan, 1,46 x 0,84 m ou 1,23 m2. Início do séc. XIX.

356 Grande potiche de porcelana japonesa, canelada, padrão Imari, boca com 44 cm de diâmetro e 40 cm de altura. Japão, séc. XIX.

357 Imagem de madeira policromada representando Santana Mestra, medindo 10,5 cm de altura. Brasil, séc. XVIII-XIX.

358 Imagem de marfim com sinais de pintura, de Nossa Senhora; 11 cm de altura. Europa, séc. XVIII.

359 MALFATTI, Anita (1889-1964)
Nu feminino de pé. Desenho a crayon, 16,5  x 9,5 cm. Assinado embaixo à esquerda: A. Malfatti.

360 Imagem de barro paulista policromado, representando Nossa Senhora da Piedade; 20 cm de altura. Brasil, séc. XVIII.

361 MARTINS, Aldemir (1922)
Flores. Acrílico sobre tela, 55 x 46 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Aldemir Martins / 92.

362 Tapete tribal turcomenistão Tekke Boukhara, 1,66 x 1,15 m ou 1,91 m2. Séc. XIX.

363 MALFATTI, Anita (1889-1964)
Nu deitado. Desenho a crayon, 17 x 22,5cm. Sem assinatura.

364 Par de vasos de ferro fundido decorado com caneluras e cabeças de leão; 60 cm de diâmetro de boca e 79 cm de altura. Brasil, séc. XX.

365 Imagem de Nossa Senhora de marfim, medindo 8,5 cm de altura. Brasil, XIX.

366 ZANINI, Mário (1907-1971)
Vaso com flores. Aquarela, 42 x 29 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Mário Zanini / 64.

367 Imagem de Santa não identificada de barro paulista policromado 20,5 cm de altura. Brasil séc. XIX.

368 Tapete caucasiano Kasak, 1,37 x 1,04 m ou 1,42 m2. Séc. XIX.

369 VISCONTI Cavalleiro, Yvonne (1901-1965)
Praia de Botafogo. Óleo sobre tela, 36 x 44 cm. Assinado embaixo à esquerda: Yvonne Visconti Cavalleiro.

370 Imagem de São João evangelista de madeira policromada medindo 26,5 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

371 BABINSKI, Maciej Anton (1931)
Cena de rua. Crayon, 15 x 23,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita:
M. Babinski / 1956.

372 Caixa para pó, de prata 900 guilloché esmaltada, medindo 5,8 cm de diâmetro. Europa, séc. XIX-XX.

373 SEGALL, Lasar (1891-1957)
Cabeça de negra. Xilo, 42 x 27 cm.

374 Imagem mineira de Nossa Senhora da Conceição de madeira policromada; 30 cm de altura. Brasil, séc. XIX.

375 Pequena caneca cristal prensado com alça dourada e o monograma BW do Barão de Werneck; 6 cm de diâmetro da boca e 7,7 cm de altura.

Barão de Werneck - José Quirino da Rocha Verneck, nasceu em 1842 e morreu em 1920.

376 CARIBÉ, Hector J. Paride Bernabó (1911-1997)
Feira. Nanquim, 40,5 x 28,5 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Carybé / 54.

377 Maxouronas - Índio. Gravura aquarelada, 24 x 15,5 cm. La Coste et Fils.

378 Perfumeiro de cristal Baccarat no formato de cornucópia, com elementos de prata francesa e trabalho de guilloche. França, séc. XIX.

379 Cômoda estilo D. José I, de jacarandá;  94 x 60 x 103 cm. Brasil, séc. XX.

380 MALAGOLI, Ado (1906-1994)
Lua soturna. Óleo sobre tela, 49 x 69 cm. Assinado embaixo à esquerda:
A. Malagoli e no reverso: Lua soturna / A. Malagoli.

381 HEITOR de Pinho (1897-1968)
Casario. Óleo sobre madeira, 32,5 x 40 cm. Assinado, datado e dedicado: Ao Raul / amigo e companheiro / Heitor de Pinho / 1957.

382 Caixa para charutos de prata lisa colombiana, medindo 12,5 x 15 x 4,5 cm de altura; na base a marca RCM - 0.900 - Bogotá. Colômbia, séc. XX.

383 Caixa para pó esmaltada de preto decorada na tampa cabochons vermelhos e marcassitas, medindo 7,2 de diâmetro.

384 LOPES Rodrigues, Virgílio (1863-1944)
Barco a vela. Óleo sobre madeira, 18,2 x 28,5 cm. Assinado embaixo à direita: Virgílio R.

385 SALLES, Guyer (Séc.XX)
Flores. Gravura, 42 x 56. Assinado e datado embaixo à direita: Guyer Salles / 93 e à esquerda: P/A.

386 Paliteiro de prata portuguesa 1.o título, fundida, repuxada e cinzelada, representando burrico carregando duas bruacas; marca do prateiro Lago; base circular medindo 6 cm de diâmetro. Portugal séc. XX.

387 Imagem de madeira policromada, São José; 30 cm de altura. Portugal, séc. XVIII.

388 SANTIAGO, Manuel de Assumpção(1897-1987)
Moça com fita na cabeça. Óleo sobre tela, 41 x 33 cm. Assinado e datado embaixo à direita: Manuel Santiago / 70.

389 Par de vasos de ferro fundido pintados de branco, decorados com caneluras; 40 cm de diâmetro de boca e 47 cm de altura. Brasil, séc. XX.

390 SANTIAGO, Manuel de Assumpção(1897-1987)
Retrato de mulher. Óleo sobre placa, 41 x 33,5 cm. Assinado embaixo à direita: Manuel Santiago.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Índice Remissivo
 
 
 
 

Escultura
 

Anônimo    344
Autor desconhecido  204

Brecheret    80
Bruno Giorgi   20, 82, 112

Ceschiatti    103, 285

Dante Crocce   45, 55

Francescchi   262

Rodolfo Bernardelli  226

Starace     2
 

Imaginária    22, 32, 46, 59, 73, 76, 89, 95, 107, 117, 125,
                        152, 195, 212, 221, 236, 239, 241, 245, 274, 277, 284,
                        290, 295, 305, 317, 320, 325, 328, 328a, 348, 357, 360,
                        367, 370, 374, 387
 

Marfim 24, 26, 151, 174, 193, 216, 229, 233, 281, 339, 341, 354, 358, 365

Móveis

Cama     194, 324
Canapé    37
Cômoda   65, 308, 332, 342, 379
Cômoda-secretária  48, 338, 349
Console   224

Mesa    60, 83, 179
Mesa de encostar   21
Miniaturas    63
Mocho    43,69,
Móvel auxiliar  108

Oratório   175, 230

Par de cadeiras  94

Sala de jantar  321

Objetos Diversos

Abridor de cartas  64
Azulejos – Osirarte 247a, 247b, 247c, 247d, 247e, 247f, 247g, 247h, 247i,
247j
Binóculo Imperial  78,
Botões Brasonados  307

Coluna   208, 213

Documentos 61f, 64a, 135, 137, 167a, 167b, 254, 256, 259, 278, 278a, 318a, 318b
Escudo Imperial  142
Espada    136,
Espelho   58, 163, 319,

Fotos    64b, 78a, 176, 278b

Metais    70
Medalha Imperial  156
Miniaturas s/ marfim 56

Relógios   206, 240
Relógio Imperial  57

Tocheiros    110

Sinete    185
 
 

Pinturas e papéis
 

Aldemir Martins   361
Amoedo     197
Anita Malfatti   217, 280, 359, 363
Antonio Marx   249
Augustin Salinas   323
Aurélio de Figueiredo  114

Babinski    371
Benedito Calixto   47,
Bernardelli, H.   155
Bianco    147
Bonadei    292, 296, 311
Brennand    350
Burle-Marx    16

Carlos Araújo   40
Carybé    376
Castagneto    199, 200, 313
 

Di Cavalcanti   18, 27, 130, 141, 246
Djanira    207
Durval Pereira   88, 264

Edgard Parreiras   261

Feliza    92

Flexor     106
 

Goeldi    232
Graciano    86, 270
Granato    120
Grassmann    340
Guignard    310
Guyer Salles   335

Heitor de Pinho   126, 381

Ianelli, A    327
Inimá    109

José Moares   266

Leopoldo Gotuzzo   9
Lopes Rodrigues   384
Lucy Citti F.   158

Mabe     36,
Malagoli    380
Manuel Santiago   13, 52A, 52B, 52C, 52D, 388, 390
Maria Bonomi   255
Maria Polo    293
Mário Gruber   122, 162
Mário Zanini   366
Maxence    192
Mecatti    116

Noêmia Mourão   5, 140
Nonê     190, 235

Oscar Pereira   291

Pancetti    67, 294, 303
Pedro de Bragança  188
Portinari    29, 33, 298

Rodolfo Chambelland  227
Rubem Valentim   98, 287, 351, 353

Segall    373
Sérgio Telles    304, 336, 336A
Sigaud    247, 272

Tarsila    68, 131
Toledo Piza   150
Túlio Mugnaini   153

Verboeckhoven   71
Visconti    31, 96

Yvonne Visconti   129, 369

Zatzka    186
 

Iconografia
 

Debret    134, 157, 306A,
De Martino    165

Franz Post    1A, 1B,

Johnston    168

Keller    210A, 210B, 210c, 210d, 210e, 210f, 210g, 210h, 210i,
                        210j, 210k, 210l, 210m, 210n, 210o, 210p, 210q, 210r,
                        210s

Litos    132, 138, 258

Lloyd    181, 182A, 182B, 183A, 183B

Mapas    7, 123, 144, 148, 201, 209, 223, 251, 260,
Maximiliano    302
Michaud    173A, 173B, 173C, 173D

Pallière    170A, 170B, 170c

Rumbelsperger   180A, 180B
 
 
 

Porcelana / Faianças

Cia.-das-Índias  6, 215, 269, 329
Europa   14, 97, 101, 154, 160, 220, 267,
Imperiais - brazonadas  139, 145, 149, 159, 164, 169, 205, 289, 318
Oriental   356
 

Pratas
 

Açucareiro    119
Âmbula    72, 75

Bacias das almas   25
Báculo   331
Balangandã    79
Bol     105
Bule     90

Caixa    17, 243, 250, 252, 382
Caldeirinha   44
Cálice    3, 124
Candelabro   288
Caneca   237
Castiçais    143, 178, 275, 286
Cata-migalhas   111
Coador   283
Colher    225
Concha batismal   203
Copo    315
Cremeira    113
Cruz de procissão  74

Esmoleira    77

Faqueiro    62
Fruteira    49, 118, 265

Gomil e bacia   51, 219, 273, 335
Grupo    271

Jarra e presentoir 279

Lampadário    23, 38, 202
Lanternas    211

Naveta    54

Paliteiros    8, 11, 42, 121, 128, 133, 257, 263, 268, 386
Passarinho    10
Placa    214
Polvilhador   35
Porta-paz    84
Porta-pó   253, 372, 383
Prato    146

Relógio-tinteiro   87

Salva    15, 99, 244, 345, 352
Serv. de chá solit.  93
Sopeira    228

Tinteiro    171
Travessa    115

Urna     300
 

Tapetes

 
Afshar   4, 81, 189
Bouchara   30, 100, 222, 330, 362
Chi-chi   161
Daghestam   91
Kasak    177, 191, 198, 282, 368
Kasghai   41, 104, 316
Kilim    166, 196, 218
Kilim Shirvan  234, 309
Kilim Verne   12
Kuba    34, 184, 231, 343
Shirvan    28, 102, 276, 297, 355
Sumak    19, 50, 53, 127
Passadeira    326

Vidros e Cristais
 
 

Aparelho    299
Baccarat    39, 66
Brasonado    61a, 61b, 61c, 61d, 61e
Cristal colorido   85, 85a, 85b, 301, 301a

Condições de Venda

A participação no leilão implica no entendimento e na aceitação das presentes Condições de Venda:

1. As obras que compõem o leilão são propriedades de diversos comitentes, e foram cuidadosamente selecionadas por seus organizadores, após acurado exame quanto à qualidade e estado de conservação. Os Organizadores responsabilizam-se por sua autenticidade, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos proprietários comitentes. Se, no prazo de 90 (noventa) dias que segue a venda de um lote qualquer, seu adjudicador - e ele exclusivamente - notificar por escrito os Organizadores de que o lote em apreço é um falso intencional, juntando dois laudos de pessoas reconhecidamente idôneas e competentes, que neguem a autenticidade da peça, e devolvendo-a no mesmo estado em que se achava no momento da adjudicação, a transação será anulada. Caso a falsidade intencional venha a ser efetivamente comprovada, o lote será readquirido pelo montante alcançado na ocasião da venda. Entenda-se como falso intencional uma imitação executada com a intenção e possibilidade de induzir a erro quanto a autoria, origem, data, época, período, cultura ou procedência, e que não é explicitamente declarada como tal no catálogo, atingindo em conseqüência preço que por certo não alcançaria se declarada sua condição de simples imitação ou pastiche. No entanto, ainda que o mencionado lote se enquadre na definição de falso intencional, o adjudicador nada poderá reclamar caso a descrição constante no catálogo, no momento da venda, estiver em conformidade com a opinião generalizada entre peritos e especialistas, ou se a falsidade intencional só puder vir e ser comprovada mediante a aplicação de métodos e testes científicos só postos em prática generalizada após a publicação do catálogo.
 
2. Buscou-se redigir com a maior precisão o catálogo de modo que a descrição, atribuição, autoria,
origem, época, data, procedência, defeitos, condições de conservação e, também as convenções estabelecidas, que podem ser lidas na abertura deste catálogo, estejam corretas e dignas de fé.
No entanto, tais indicações não são senão matéria de opinião, e como tal devem ser tomadas. Os Organizadores não podem ser responsabilizados por eventuais erros de redação ou tipográficos e pelos defeitos que as obras postas em leilão possam exibir. Por isso recomenda-se veementemente aos interessados não somente a atenta leitura do catálogo, como, sobretudo, o criterioso exame das obras elas mesmas, tanto mais que, após o arremate, não serão admitidas reclamações ou desistências, sendo as obras vendidas no estado em que se encontram, com seus defeitos, imperfeições e erros eventuais de descrição.
 
3. Todas as obras, sem exceção, estarão em exposição pública na Av. Brasil,  649, Jardim Paulista, São Paulo, Capital. A exposição estará aberta a partir das 20:30 horas do dia 13 de abril de 2000, permanecendo aberta nos dias 14, 15 e 16 de abril de 2000 das 12:00 às 23:00 horas. O leilão será realizado nos dias 17, 18 e 18 de abril de 2000, no mesmo local, com início às 21:50 horas. Os pregões estarão a cargo do Leiloeiro Oficial Luiz Fernando Moreira Dutra, obedecendo à ordem  preestabelecida pelo catálogo.
 
4. A adjudicação dar-se-á  pela oferta mais alta ao último licitante. Caso venha a ocorrer litígio entre dois licitantes, a adjudicação, a critério do leiloeiro, poderá ser anulada e o lote contestado ser imediatamente recolocado à venda. O leiloeiro, como mandatário que é dos vendedores, e agindo em seu nome, reserva-se o direito de não aceitar lances, agrupar ou retirar lotes, sem nenhuma obrigação de esclarecer os motivos de suas decisões.
 
5. Após cada leilão e sempre que entenderem necessário, os Organizadores poderão fornecer os preços de adjudicação de qualquer lote e publicá-los, inclusive das obras não arrematadas.
 
6. Para maior comodidade dos licitantes, os Organizadores colocam à sua disposição credenciais numeradas, que serão devidamente preenchidas antes do leilão, ou quando da primeira adjudicação. Os licitantes serão a partir de então identificados pelo número de sua respectiva credencial, ao qual se reportará o leiloeiro com toda sua equipe, a cada nova adjudicação.
 
7. Se o licitante não dispuser da credencial numerada de que trata o item anterior, deverá assinar Compromisso de Compra, a cada adjudicação, indicando nome e endereço aos Organizadores. Em qualquer hipótese poderá ser-lhe exigido no ato o pagamento de 30% (trinta por cento) do montante do lance, bem como a comissão de 5% (cinco por cento) do leiloeiro. Arrematada a obra, não serão admitidas desistências.
 
8. Qualquer pessoa poderá participar do leilão mediante lances prévios que faça chegar às mãos dos Organizadores, que atuarão como seu mandatário até o montante estipulado, em total discrição. Se o autores de lances prévios forem pessoas desconhecidas dos Organizadores, estes poderão exigir-lhes garantias, tais como referências bancárias ou outras, inclusive em espécie, a seu critério.
 
9. As obras arrematadas deverão ser pagas integralmente, nas 72 horas seguintes a data da adjudicação. Caso o pagamento não venha a se efetivar, os Organizadores poderão considerar desfeita a venda, nada podendo o arrematante reclamar, nem mesmo com referência a pagamentos efetuados, se os houver, de sinal ou de comissão do leiloeiro. Ou se lhes aprouver, os Organizadores poderão considerar a compra efetivada e tratando-se de dívida líquida e certa, sacar contra o adjudicante duplicata com vencimento à vista, sem prejuízo dos recursos legais cabíveis. Se houver atraso de pagamento, o arrematante se obriga a pagar, se assim entenderem os Organizadores, o preço da aquisição em Reais (R$) corrigido pelo índice que melhor expresse a variação do custo de vida na cidade de São Paulo, mais multa de 10% (dez por cento), taxa de guarda e juros de 1% (hum por cento) ao mês. O devedor responderá pelas despesas judiciais e extrajudiciais de cobrança.

10.  Caso o pagamento seja efetuado através de cheque, o organizador reserva-se o direito de liberar a mercadoria somente após a compensação do mesmo.

 
11. Imediatamente após o arremate as obras poderão ser pagas e retiradas. Depois do último dia de leilão as obras permanecerão na Av. Brasil, 649 para serem retiradas.
 
12. As obras poderão vir a ser adquiridas através de financiamento, obtido pelo próprio adquirente junto a instituições financeiras, nas condições usuais do mercado e desde que satisfaça as exigências e garantias determinadas pela entidade financeira. Os Organizadores desde logo declaram que não se comprometem a obter financiamento, e nem poderá a venda ser dada como desfeita em função de não obtenção do crédito pelo adjudicante. Recomenda-se àqueles que desejarem adquirir mediante financiamento que se habilitem junto às instituições financeiras com grande antecedência, preenchendo as respectivas fichas cadastrais.
 
13. O arrematante declara conhecer e se obriga a respeitar as condições desde leilão, as quais expressamente adere por ocasião de cada adjudicação.
 
14. Qualquer litígio referente ao presente leilão estará subordinado exclusivamente à legislação brasileira e à jurisdição dos tribunais da cidade de São Paulo, qualquer que seja o domicílio das partes. Caso omissos regem-se pela legislação pertinente, em especial pelo Decreto 21.981 de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19-43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427, de 1º de fevereiro de 1933.
 

Luiz Fernando Moreira Dutra
Leiloeiro Oficial
JUCESP 329